quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Recomeço - E que venha 2010





Não importa onde você parou…

Em que momento da vida você cansou…

Recomeçar é dar uma nova chance a si mesmo…

É renovar as esperanças na vida e o mais importante…

Acreditar em você de novo.

Sofreu muito nesse período?

Foi aprendizado…

Chorou muito?

Foi limpeza da alma…

Ficou com raiva das pessoas?

Foi para perdoá-las um dia…

Sentiu-se só por diversas vezes?

É porque fechaste a porta até para os anjos…

Acreditou que tudo estava perdido?

Era o início da tua melhora…

Pois é… Agora é hora de reiniciar… De pensar na luz…

De encontrar prazer nas coisas simples de novo.

Um corte de cabelo arrojado… Diferente?

Um novo curso… Ou aquele velho desejo de aprender

Pintar… Desenhar… Dominar

O computador… Ou qualquer outra coisa…

Olha quanto desafio…

Quanta coisa nova nesse mundão de meu Deus te esperando.

Tá se sentindo sozinho?

Besteira…

Tem tanta gente que você afastou com o seu “período de isolamento”…

Tem tanta gente esperando apenas um sorriso teu para “chegar” perto de você.

Quando nos trancamos na tristeza…

Nem nós mesmos nos suportamos…

Ficamos horríveis…

O mau humor vai comendo nosso fígado…

Até a boca fica amarga.

Recomeçar… Hoje é um bom dia para começar novos desafios.

Aonde você quer chegar? Ir alto… Sonhe alto… Queira o melhor do melhor…

Queira coisas boas para a vida…

Pensando assim trazemos prá nós aquilo que desejamos…

Pensaram-se pequeno… Coisa pequena terá…

Já se desejarmos fortemente o melhor e principalmente lutarmos pelo melhor…

O melhor vai se instalar na nossa vida.

E é hoje o dia da faxina mental…

Joga fora tudo que te prende ao passado…

Ao mundinho de coisas tristes…

Fotos… Peças de roupa, papel de bala… Ingressos de cinema…

Bilhetes de viagens…

E toda aquela tranqueira que guardamos quando nos julgamos apaixonados…

Jogue tudo fora…

Mas principalmente… Esvazie seu coração…

Fique pronto para a vida… Para um novo amor…

Lembre-se somos apaixonáveis…

Carlos Dumont de Andrade

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Perdi o espirito natalino de verdade





Não acredito em Papai Noel desde que ele pediu minha mamadeira em troca de alguns embrulhos. Este negócio de "toma lá, dá cá", tão presente nos seres bonzinhos, sempre me pareceu meio estranho...

E foi por causa deste episódio que esta sensação de dissimulação nas pessoas boas demais me persegue vida afora. Se Papai Noel, que em tese é bom por excelência, não consegue me presentear sem receber algo em troca, o que dizer dos seres humanos e mortais, que trazem em si toda uma miscelânea de sentimentos menos nobres?

Confio bem mais em quem dá a cara para bater, e de preferência que bata quando for inevitável. Em quem não tem medo de dizer a que veio, e não precisa de um vocabulário muito complicado para se expressar. Gosto de pessoas diretas, que não querem fazer charme com aquele velho estilo de oferecer a outra face. Isto não existe! É ficção científica... Ninguém é sempre bom, como também nem sempre é mau. Gosto de apostar na dualidade e, assim, dar crédito à originalidade!

Está certo... existiram uma Teresa de Calcutá aqui, um Gandhi ali, mas eram pessoas notáveis porque se sabiam duais e lutavam pelo seu lado bom... não eram notáveis porque nasceram com uma marca de bondade cravada na testa...

O ser humano é bonito porque carrega em si todas as possibilidades de sentimentos, não importa para que "lado" pendam. Ninguém pode ser compreensivo a vida toda sem dissimular seu eu verdadeiro... Aliás provado está que pessoas com tendências depressivas enrustidas são mais predispostas a desenvolver doenças... A raiva e a frustração tem que bater de frente em alguma coisa, para que os demônios inerentes a qualquer um, possam respirar.

Sei que parece estranho este papo de maldade às vésperas do Natal... Mas existe o trauma da mamadeira... nos ensinam desde cedo, que para tudo existe uma troca de figurinhas...

Eu aprendi a não pedir nada nos anos seguintes sem perguntar primeiro: "Afinal o que ele vai querer, se me der o que estou pedindo?" Se tinha troca, nada feito! Também aprendi que quem queria presentear, o fazia independente de acordos... E trouxe desta época uma coisa muito séria que tenho para mim:

Tenho que ser bom filho, bom namorado, bom, bom, bom... um bom menino, para assim ganhar o céu? Não, obrigado... não faço barganhas. Vou ser um bom menino quando isto me der prazer, senão nada feito!

Por isto, nem pensar que eu entregaria minha mamadeira: fiquei com ela por muito tempo ainda!

E desde que venci este joguinho bobo com Papai Noel acho que comecei a crescer.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

A Mulher Perfeita 2





Certa vez recebi um e-mail que se referia A mulher Perfeita: Gostei tanto que postei. E como muitos homens – eu acredito que as mulheres também façam isto uma vez na vida – peguei-me pensando, alguns dias atrás, em como seria a mulher perfeita…
Não aquela Angelina Jolie, que não conhecemos e que todos queremos comer, mas a companheira ideal, lembra? Aquela pra se conviver por uma vida ou mais… será que existe? Claro que todos fazemos das nossas experiências anteriores a base para a nossa mulher perfeita – cada um com a sua, pois a minha não divido com ninguém.

A cada namorada, a cada mulher que conhecemos levamos algo conosco, senão algo que gostamos, pelo menos temos a certeza do que não queremos para nós; e isso é muito mais importante.
Companheiras todas são, cada uma à sua maneira… Então o que faria de uma mulher “comum” a minha perfeita? Sim, os olhos verdes e os cabelos Louros (naturais, de preferência), que sempre idolatrei fariam parte dela… pele branquinha; nem muito gorda, nem muito magra; deveria ser baixinha – não tem como eu, de 1,70m querer uma mulher de 1,90m do meu lado… peito e bunda, se não fosse pedir demais – mas nunca é demais por ser perfeita… boca de veludo, um perfume que embriaga e olhos que transmitem confiança… e seneridade. Não precisa saber escutar, porque eu não falo muito, mas precisa ter idéia do que eu estou falando; concordar e discordar é o de menos, mas tem que ter idéias próprias, opinião… isso me faria acreditar que ela me escolheu por algum motivo – lógico ou ilógico. É… inteligência faz parte da minha mulher perfeita; mas não apareça uma intelectualóide, devoradora de livros, que saiba e só saiba falar de Gabriel Garcia Marquez, que tenha lido Marx em três diferentes línguas, das mostras de cinema francês que já vira, ou das obras de Renoir, Picasso e Rembrandt. Prefiro uma que saiba apenas diferenciar um quadro de Picasso de uma escultura de Michelangelo, aquela que quase implora para eu acompanhá-la a uma comédia romântica no cinema, pra ficar de mãos dadas com ela e achar aquilo, como diria uma amiga… fofo. Sim, uma que saiba indicar Madagascar, Deu a Louca na Chapeuzinho, Shrek ou Nemo, porque são engraçados e, ao mesmo tempo, são inteligentes, sem cair no ‘boring’ das películas francesas. Ela me chama para assistir O Poderoso Chefão à noite, e não acabamos de assistir, pois o clima esquenta quando Marlon Brando é baleado.
A mulher perfeita é aquela que curte festas, gosta de ir acompanhada e se diverte assim; quer liberdade para dançar, mas dança só para mim… todos olham admirados para o jeito desinibido dela dançar e ela não liga, pois geralmente está de olhos fechados ou encarando os meus; não tem medo das críticas alheias, pois sabe que só criticam aqueles que têm inveja e não podem fazer igual. Ela gosta de música eletrônica, se requebra como louca com qualquer bate-estaca mas, em casa, prefere ouvir minha interpretação de Bruno & Marrone aos sussurros em seu ouvido. É aquela que pode não entender, mas respeita minhas amizades e compreende a vontade de sair apenas com eles de vez em quando; ela não exige, mas tem e aproveita o direito de sair sozinha também.
Ela gosta de Rum Montila, a despeito do que diz qualquer sommelier… toma champagne italiana em taça de metal, comprada em uma feira de garagem de uma igreja por R$3,00, U$2,00 ou £1,00. É a que brinda olhando nos meus olhos, enxergando minha alma e sabendo, mesmo sem eu dizer, que meu amor por ela não tem fim, pois meus olhos dizem essas coisas. Ela é independente, mas precisa de carinho; é aquela que gosta de ter o próprio espaço mas, mesmo brigados, dormimos abraçados, de conchinha ou com a cabeça no meu peito; e eu não canso de afagar os seus cabelos, mesmo que ela esteja dormindo há mais de meia hora; ela não tem medo do hálito matutino, sabe que a amo e não é o gosto de guarda-chuva que vai atrapalhar um beijo de bom-dia…
A mulher perfeita tem uma árvore… aquela velha árvore da rua, que tem flores grandes e brancas e toda vez que ela sai de casa, tem que passar ao lado e tocar o tronco, como quem pede uma benção. Ela tem um amor grande pela natureza, entende os animais e o sofrimento nas marcas das plantas… e, sem parecer piegas, se compadece disso. Eu penso até que ela entende melhor os animais que a mim, mas isso não me importa pois os animais vão até ela e ela vem até mim. Não se dá bem com a tecnologia; tudo parece ter curtos-circuitos nas mãos dela; tem um celular de última geração para apenas tirar fotografias; e ela ama tirar fotos, mas não de aparecer nas mesmas.
Tem que gostar de esportes, entende muito mais que eu, mas não é fanática por isso; pratica sua meditação enquanto eu tomo banho, ou mesmo na manhã que eu durmo até mais tarde. Alonga-se, deliciosamente, ao acordar e faz uma “massagem” incomparável para eu dormir. E, mesmo quando estou dormindo, ela me acorda, me seduz – e como ela sabe provocar...
Não fala “eu te amo” desde nosso primeiro beijo, pois não sentia isso naquela hora… sabe que uma paixão se transforma em amor com o tempo, mas que o amor nunca acaba, podendo se transformar em cumplicidade, em fraternidade… ela sabe que não se pode explicar o amor, que podemos apenas senti-lo dentro de nós… e esta falta de palavras não a deixa preocupada, pensando se eu a amo, adoro, é minha amiga ou irmã, pois tem certeza de que estes quatro sentimentos fazem parte do que eu sinto por ela.
Estranho falar da mulher perfeita… a cada pessoa que conhecemos subimos um degrau na escada da nossa perfeição; e continuamos, apesar de sabermos que esta escada ultrapassa o infinito, pois essa perfeição macroscópica, simplesmente, não existe… difícil falar de alguém que amamos e deixamos de lado por motivos imperfeitos.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Perdi





Eu lia o que ela escrevia com o caração partindo em não conseguir explicar o que estava acontecendo.
O mais tolo dos homens é aquele que consegue se fazer sofrer por ignorancia.
Meu coração foi um pendulo entre ela e a "despedida". Não sei com que força me livrei dos seus olhos. Ela ficou anuviando sua angustia em lagrimas atraz da tela de vidro.
Não fui capaz sequer de pedir desculpas.
Perdi a intimidade, a liberdade, perdi as letras, a vontade, perdi a verdade.
À perdi de mim!

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Carvão

Sou apenas um pedaço de carvão
Mas um dia me tornarei um diamante
Vou crescer e brilhar até me tornar perfeito,
e colocar um sorriso no rosto de todos
Vou me ajoelhar e rezar todos os dias
pra não ficar convencido ao longo do caminho
Sou só um pedaço de carvão agora... mas um dia, serei um diamante!

Parte de uma bela musica que ouvi em um filme

Tentei achar ela todinha mesmo, mas não consegui...

terça-feira, 18 de agosto de 2009

...





O senso de humor é, em geral, bom para a saúde e contribui para enfrentar melhor as "doenças", mas algumas de suas manifestações, como a que consiste em rir dos defeitos de outra pessoa, mas de forma sarcástica e agressiva até o desprezo, estimulam um efeito contrário.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Parabéns Kernon



É mano, vai casar em...

No casamento, as pequenas coisas são as grandes coisas.

É jamais ser muito velho para dar-se as mãos.

É lembrar de dizer "te amo", pelo menos uma vez ao dia.

É nunca ir dormir zangado. É ter valores e objetivos comuns.

É estar unidos ao enfrentar o mundo. É formar um círculo de amor que una toda a família.

É proferir elogios e ter capacidade para perdoar e esquecer.

É proporcionar uma atmosfera onde cada qual possa crescer na busca recíproca do bem e do belo.

É não só casar-se com a pessoa certa, mas ser o companheiro perfeito."

E para ser o companheiro perfeito é preciso ter bom humor e otimismo. Ser natural e saber agir com tato.

É saber escutar com atenção, sem interromper a cada instante.

É mostrar admiração e confiança, interessando-se pelos problemas e atividades do outro. Perguntar o que o atormenta, o que o deixa feliz, por que está aborrecido.

É ser discreto, sabendo o momento de deixar o companheiro a sós para que coloque em ordem seus pensamentos.

É distribuir carinho e compreensão, combinando amor e poesia, sem esquecer galanteios e cortesia.

É ter sabedoria para repetir os momentos do namoro. Aqueles momentos mágicos em que a orquestra do mundo parecia tocar somente para os dois.

É ser o apoio diante dos demais. É ter cuidado no linguajar, é ser firme, leal.

É ter atenção além do trivial e conseguir descobrir quando um se tiver esmerado na apresentação para o outro.

Um novo corte de cabelo, uma vestimenta diferente, detalhes, mas importantes.

É saber dar atenção para a família do outro pois, ao se unir o casal, as duas famílias formam uma unidade.

É cultivar o desejo constante de superação.

É responder dignamente e de forma justa por todos os atos.

É ser grato por tudo o que um significa na vida do outro.



Seja muito feliz Irmão, e que tudo aquilo que lhe for anciado, Deus te proporcione ao longo dos dias!
Te amo. Deus te abenções hoje e sempre.


ps.: Valew pelo convite. hehehe

sábado, 13 de junho de 2009

Porque bocejamos ao ver alguem Bocejar



O comportamento contagioso do bocejo segue sendo um dos grandes mistérios de nossa vida. A natureza do bocejo resulta tão cativante, que existem múltiplas teorias desenvolvidas a respeito. Algumas delas inclusive foram financiadas por projetos de pesquisa governamental. Um estudo sobre o cérebro, do governo finlandês, confirmou que o contágio do bocejo é em grande parte inconsciente. Este novo estudo foi também o primeiro em reconhecer um signo neurofisiológico do contágio do bocejo: a desativação de uma parte do hemisfério esquerdo do cérebro. Esta zona do cérebro foi relacionada com a análise das expressões faciais inconscientes. Costuma-se bocejar por cansaço, sono ou aborrecimento, mas pode ser em outros momentos. Ao fazê-lo esticam-se os músculos, se lacrimeja, se saliva, abrem-se as trompas de Eustáquio e sucedem outras coisas imprecisas. O bocejo segue seu curso durante uma média aproximada de seis segundos, mas sua duração pode variar entre ao redor de três segundos e meio e superar em muito a média normal. Não se pode bocejar ao acaso o qual possui uma intensidade característica, por cuja razão não se pode ser contido. Os bocejos chegam em ondas e o intervalo entre um bocejo e outro varia ao redor de 68 segundos. Todos os animais vertebrados bocejam em maior ou menor intensidade; em algumas espécies mais os machos que as fêmeas (entre humanos ambos sexos com igual freqüência). Além dos mamíferos também bocejam os répteis, os peixes, os anfíbios e as aves. Ainda que todos os vertebrados bocejem, sós os humanos e os chimpanzés têm um bocejo contagioso, por ser duas espécies que desenvolveram uma complexidade social superior ao resto. Entre as características dos bocejos podem ser citadas: •Em pessoas esquizofrênicas ou com autismo, que apresentam algum problema na capacidade de comunicação, o bocejo por contágio está praticamente anulado. •Quando você vê alguém bocejando numa sala, tua resposta instintiva é também bocejar. No entanto, isto não significa que esteja enfrentando à necessidade de dormir. Os cientistas descobriram que bocejar é um processo que protege nosso cérebro do sobre-aquecimento e que ademais atua como sinal de alerta para outros. •Descobriram que bocejar serve como um mecanismo de esfriamento do cérebro. No curso do dia, nosso cérebro esquenta-se até ao ponto de queimar, ele só, um terço das calorias que consumimos. Para conseguir funcionar de forma mais eficiente, o cérebro necessita ser esfriado. Por isso, quando uma pessoa boceja, se incrementa instintivamente o fluxo de sangue que contribui para o frescor. •Os experimentos demonstraram que o cérebro se esfria através da respiração pelo nariz, já que o apêndice nasal esfria o ar que o sangue leva ao cérebro. •Se tentamos reprimir ou evitar, o processo resulta insatisfatório, inclusive incômodo. •Não se pode interromper uma vez iniciado pois possui uma intensidade característica. •É contagiante. Outras teorias que se propuseram sobre o bocejo são as seguintes: •A teoria fisiológica – De acordo com esta escola de pensamento, nossos corpos induzem-nos ao bocejo para obter mais oxigênio ou para eliminar o excesso de dióxido de carbono. Esta teoria sustenta-se para explicar por que as pessoas bocejam em grupos. No entanto, a mesma teoria deixa de ser válida quando nos damos conta de que as pessoas não bocejam ao realizar exercícios físicos. •A teoria de Boredom – Ainda que habitualmente bocejamos quando nos aborrecemos ou nos cansamos, esta teoria também nos explica por que bocejamos em público. •A teoria evolutiva – Alguns acham que o contagioso bocejo dos humanos está relacionado com o instinto dos animais de mostrar seus dentes como mostra de intimidação e territorialidade. A próxima vez que alguém bocejar enquanto você conta uma história, não se sinta ofendido. Essa pessoa está tentando desesperadamente manter-se alerta. Segundo os psicólogos da Universidade de Albany, em Nova York, o bocejo não se manifesta quando estamos aborrecidos ou tentando dormir. Também não é uma grosseria. Em realidade, seu corpo está tratando desesperadamente manter seu cérebro lúcido e acordado. Segundo os pesquisadores, um bocejo envia ar fresco ao cérebro, o que nos ajuda a nos manter alerta. Portanto, diz o estudo publicado na revista Psicologia Evolutiva, um bocejo atrasa o sono e não o estimula, como alguns pensam. O desejo que sentimos de bocejar quando outros o fazem poderia ser um mecanismo de grupo para nos ajudar a nos manter alerta quando enfrentamos perigo. O fato de bocejar quando se vê a outra pessoa o fazer se chama ecocinese: imitação involuntária de gestos vistos em outras pessoas. Na área cirúrgica, quando um paciente boceja, o mais provável é que sua pressão arterial esteja baixando, quase nunca falha. Outro fator que leva ao bocejo é a síndrome de abstinência a heroína.



domingo, 7 de junho de 2009

Inclusão Digital, você também pode.





Aqui vem o guia prático, pratico não, súper prático pra você que está entrando nessa onda.
Em 10 passos você será o mais novo capacitado pra entrar pra turma.

1 - Lan House é um passo primordial para quem deseja ingressar na era da inclusão digital, ela Vai te conectar à internet, “O mundo virtual!” você terá a chance de conhecer novos horizontes, buscar diretrizes de conhecimento nunca antes imaginadas, mas esqueça isso tudo! Você só precisará acessar o MSN e o ORKUT.
2 - Mesmo que você não entenda de computador, e quiser comprar um, escolha um com a CPU preta (São os mais possantes do mercado),
3 - Se não tiver scanner, vá a lan house mais próxima e scaneie fotos antigas que estão quase sem cor e salve! Você irá precisar delas para o passo numero 8.4
4 - Um importante passo na era da inclusão digital é adquirir uma câmera digital, sabe aquela que é exclusiva da TecnoMania? É! ela mesmo a tekpix, não conhece? É uma câmera 4 em 1 com funções de filmadora, câmera fotográfica digital, gravador de voz digital e WebCam. Uau.
5 - Se você não se adequar as facilidades de crédito da TecnoMania, use e abuse do celular com câmera, não importa se ele possua baixa resolução, o importante é tirar foto! Como eu disse você irá precisar delas para o passo numero 8.4.
6 - Prepare o seu vocabulário, aquele mesmo que você não exercita desde a quinta série nas redações da professora onde você dizia como foram as férias, esqueça dicionários! Saiba que para escrever bem atualmente só é preciso expressar idéias, essas coisas de escrever certo está em desuso pela linguística, frases prontas são a bola da vez atualmente.
7 - Agora que você já está na lan house ou tem um computador com a CPU preta, a Tekpix ou o celular com baixa resolução, e uma pasta cheia de fotos antigas scaneadas, se prepare… A diversão vai começar!
8 - Faça seu perfil do orkut(de preferência mais de um) mediante os passos abaixo.
8.1 Nome; não coloque seu nome nesse campo, prefira frases prontas do tipo Gatxinha, Taradinho, 100% sexy, VidaLoka e afins.
8.2 Quem sou eu; copie e cole letras de musicas de Bandas como Chiclete com Banana ou Ivete Sangalo e Felipe Dylon, está achando complicado? Então coloque o hino do seu time preferido e não se esqueça (nunca se esqueça) de dizer “Só ADD com Scrap”.
8.3 Siga as demais perguntas do perfil nessa mesma linha de raciocínio.
8.4 Álbum; use e abuse das fotos dos passos 2 e 4, no seu álbum é fundamental e sadio fotos apenas do seu rosto com língua de fora fazendo aquele gesto sexy mundialmente conhecido, coloque no mínimo 10 fotos tiradas no mesmo dia em seu quarto, é pertinente que você mostre ângulos da casa que passam desapercebidos como o mofo da parede, a gaiola do passarinho, a cozinha com pratos a serem lavados, e a imundície de seu banheiro(deixe em evidencia calcinhas,cuecas e etc), ou a piscina de plástico armada no quintal de sua casa! Não tem foto? não comprou a tekpix e não tem celular de câmera? Não se preocupe! Coloque imagens de bichos, cenários e montagens feitas no MSpaint.
8.5 Legenda; descreva resumidamente as suas fotos com frases de efeito como “Gostou? entra na fila!”, “É nois maluko” , “VidaLoKa correria” “Gostosinha” “tou na area” e “O Terror das cachorras”.
8.6 - Use e abuse de scraps COLORIDOS para seus amigos, dê preferência aos que possuam animações que demoram a serem carregadas e que possuam áudio(Todos amam essa demonstração de carinho e afeto), copie e cole na velocidade da luz para todos os seus amigos (Sempre as mesmas mensagem para ninguém ficar com ciúme), e o faça repetidas vezes durante o dia. Quase me esquecia dos Salmos bíblicos e intermináveis poemas com molduras coloridas e brilhantes.
9 - MSN; esse aí não tem mistério, escreva da forma que quiser, porém lembre-se do passo 5. Utilize ao extremo a substituição do “qu” por “k”, do “ch” por “X” e coloque a maioria das palavras no diminutivo, isso demonstrará que você é uma pessoas despojada e que é atenta às tendências.
10 - Ainda no MSN explore ao máximo a substituição de palavras usuais como “eu”, “tchau”, “você” “tu” e afins por Emoticons(animações coloridas e vibrantes que dão vida e ânimo ao bate-papo), não existe na face da Terra quem não ache esses desenhinhos fofos, amáveis e divertidos.
Pronto! agora você já foi incluído na Era Digital(ou seja MSN e ORKUT) tramitando entre todos os passos citados acima você será bem quisto e aceito em todos os círculos de amizade, se ninguém te aceitar como amigo, não responder aos seus scraps coloridos(aqueles bem fofinhos) e te bloquearem no MSN, isso é normal… Se necessário triplique os scraps coloridos(aqueles bem fofinhos) e Emoticons.
Boa Sorte!
Se você tem ou faz parte de um blog, então você pode dizer: “Sou quase um Bill Gates, um Tim Berners-Lee, ou Larry Page & Sergey Brin.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Anjos e Demonios Cap 6

Sessenta e quatro minutos se passaram e um incrédulo e ligeiramente nauseado
Robert Langdon desceu a escada do avião na pista banhada pelo sol. Uma brisa
fresca fez ondular as lapelas de seu paletó de tweed. A sensação de espaço aberto
era maravilhosa. Ele apertou os olhos para ver melhor o vale coberto de verde e,
acima, os picos cobertos de neve que rodeavam inteiramente o local onde
estavam.
Estou sonhando, disse a si mesmo. Vou acordar a qualquer momento.
- Bem-vindo à Suíça - gritou o piloto acima do ruído dos motores HEDM do X-33
por trás deles.
Langdon conferiu o horário. Eram 7h07 da manhã.
- O senhor acabou de cruzar seis fusos horários - explicou o piloto. – Já passa um
pouco de uma hora da tarde aqui.
Langdon acertou o relógio.
- Como está se sentindo?
Ele esfregou o estômago.
- Como se tivesse comido um pedaço de isopor.
O piloto assentiu.
- Por causa da altitude. Estávamos a 60 mil pés. A gente fica 30 por cento mais
leve lá. Sorte que foi apenas um pulinho de nada. Se tivéssemos ido para Tóquio,
eu teria subido o máximo possível - mais de 160 mil metros. Isso é que deixa o
estômago embrulhado para valer.
Langdon fez um gesto cansado de cabeça e apreciou a sua boa sorte. De modo
geral, o vôo fora surpreendentemente comum. Exceto pela sensação de
esmagamento acelerado nos ossos do corpo durante a decolagem, o movimento no
interior do avião fora bem característico - uma leve turbulência de vez em quando,
umas poucas mudanças de pressão enquanto ganhavam altura, mas nada que
indicasse que estavam cortando o espaço a uma atordoante velocidade de 20 mil
quilômetros por hora.
Uma porção de técnicos aproximou-se correndo para cuidar do X-33. O piloto
acompanhou Langdon até um Peugeot sedã preto estacionado atrás da torre de
controle. Pouco depois, seguiam por uma estrada asfaltada que se estendia através
da parte baixa do vale. Um amontoado indistinto de construções delineava-se à
distância. Do lado de fora do carro, os campos relvados passavam depressa, um
borrão verde.
Langdon observou espantado o piloto fazer o velocímetro alcançar 170
quilômetros por hora.
Qual seria o problema daquele sujeito com relação à velocidade? - ponderou ele.
- São cinco quilômetros até o laboratório - disse o piloto. - Vai estar lá em dois
minutos.
Langdon procurou em vão o cinto de segurança. Por que não em três minutos para
chegarmos vivos? O carro seguia em disparada.
- O senhor gosta de Reba? - perguntou o piloto, empurrando uma fita cassete no
toca-fitas do carro.
Uma mulher começou a cantar: "É só o medo de estar só..."
Esse medo eu não tenho, pensou Langdon, distraído. Suas colegas costumavam
caçoar que sua coleção de peças de museu não passava de uma tentativa evidente
de encher uma casa vazia, uma casa que, segundo elas, seria muito favorecida
pela presença de uma mulher. Langdon sempre ria disso, lembrando-lhes que já
tinha três amores em sua vida: a simbologia, o pólo aquático e o celibato, sendo o
último uma liberdade que lhe permitia viajar pelo mundo, dormir até a hora que
bem entendesse e desfrutar de noites sossegadas em casa com uma bebida e um
bom livro.
- Aqui é como se fosse uma cidade pequena - explicou o piloto, arrancando
Langdon de seu devaneio. - Não existe só o laboratório. Temos supermercados,
um hospital e até um cinema.
Langdon balançou vagamente a cabeça e voltou a atenção para o aglomerado de
construções que se aproximava.
- Na realidade - o piloto acrescentou -, temos aqui a maior máquina do mundo.
- É mesmo? - Langdon correu os olhos pelo campo.
- Não dá para vê-la daqui, senhor. - O homem sorriu. - Está enterrada a uns 20
metros de profundidade.
Langdon não teve tempo de perguntar mais nada. Sem avisar, o piloto pisou firme
no freio. O carro derrapou e parou junto a uma cabine reforçada de segurança.
Langdon leu a placa diante deles: SECURITE. ARRÊTEZ. Foi tomado por uma
súbita onda de pânico ao se dar conta de onde estava.
- Meu Deus! Eu não trouxe meu passaporte!
- Não é necessário - o motorista garantiu. - Temos um acordo com o governo
suíço.
Langdon, pasmo, viu seu motorista entregar um cartão de identificação ao guarda,
que o passou em um aparelho eletrônico de autenticação. Uma luz verde se
acendeu na máquina.
- Nome do passageiro?
- Robert Langdon - respondeu o motorista.
- Convidado de quem?
- Do diretor.
O guarda arqueou as sobrancelhas. Virou-se e examinou uma lista impressa,
conferindo o que lera nos dados da tela de seu computador. Depois, voltou para a
janela.
- Boa estada, senhor Langdon.
O carro disparou outra vez, acelerando mais uns 200 metros em torno de um
amplo acesso circular que levava à entrada principal das instalações. Diante deles
erguia-se uma estrutura retangular ultramoderna toda feita de vidro e aço.
Langdon admirou a notável construção transparente. Sempre fora um grande
apreciador de arquitetura.





- A Catedral de Vidro - explicou seu acompanhante.
- Uma igreja?
- Que nada. Igreja é uma coisa que não temos aqui. A religião deste lugar é a
Física. Pode usar o nome de Deus em vão quanto quiser - riu ele -, mas não se
atreva a falar mal de quarks nem de mésons.
O motorista fez a curva e parou na frente do prédio de vidro. Langdon estava
atônito. Quarks e mésons? Fronteira sem controle? Jato Mach 15? QUEM são
esses caras, afinal? E leu a resposta gravada em uma placa de granito na fachada
do prédio:
CERN
Conseil Européen pour la Recherche Nucléaire
- Pesquisa nuclear? - perguntou Langdon, certo de que traduzira corretamente.
O motorista não respondeu. Inclinado para o painel do carro, ocupava-se em
ajustar o toca-fitas.
- O senhor fica aqui. O diretor vem encontrá-lo nesta entrada.
Langdon viu um homem em uma cadeira de rodas saindo do prédio. Parecia ter
pouco mais de 60 anos.
Magro e pálido, inteiramente calvo e com um rosto severo, vestia um jaleco
branco e calçava sapatos sociais, que apoiava com firmeza no suporte da cadeira.
Mesmo de longe, seus olhos pareciam sem vida, como duas pedras cinzentas.
- É ele? - Langdon perguntou.
O motorista ergueu os olhos, virou-se e deu um sorriso agourento para Langdon.
- Falando do diabo...
Sem saber muito bem o que o esperava, Langdon desceu do carro.
O homem da cadeira de rodas apressou-se na direção de Langdon e estendeu-lhe a
mão fria e úmida.
- Senhor Langdon? Fui eu quem falou com o senhor ao telefone. Meu nome é
Maximilian Kohler.


domingo, 24 de maio de 2009

Anjos e Demonios Cap.5

O Saab 900S de Robert Langdon saiu do túnel Callahan no lado leste do porto de
Boston, perto da entrada para o Aeroporto Logan. Verificando o endereço,
Langdon encontrou a Aviation Road e dobrou à esquerda depois do prédio da
Eastern Airlines. Na estrada de acesso, uns 300 metros adiante, um hangar surgiu
na escuridão. Pintado nele, um grande número "4". Langdon parou no
estacionamento e saiu do carro. Um homem de rosto redondo vestindo um
uniforme azul de vôo saiu de trás da construção.
- Robert Langdon? - indagou.
A voz era amigável, com um sotaque peculiar que Langdon não conseguiu
identificar.
- Eu mesmo - respondeu ele, trancando o carro.
- Cálculo perfeito - disse o homem. - Acabei de aterrissar. Venha comigo, por
favor.
Ao rodearem o prédio, Langdon sentiu-se tenso. Não estava acostumado a receber
telefonemas enigmáticos nem a marcar encontros secretos com estranhos.
Sem saber o que esperar, envergara seu traje habitual de dar aulas - calças de
algodão, camisa de gola rolê e um paletó de tweed. Enquanto caminhavam,
pensou no fax no bolso de seu paletó, ainda incapaz de acreditar na imagem que
apresentava.
O piloto pareceu perceber a ansiedade de Langdon.
- Voar não é problema para o senhor, ou é?
- De jeito nenhum - Langdon replicou. Corpos marcados a fogo é que são. Voar
não é nada.
O homem conduziu Langdon até o outro lado do hangar. Contornaram um dos
cantos e saíram na pista de pouso.
Langdon estacou, boquiaberto diante da aeronave estacionada na pista.
- Vamos nisso aí?
O homem sorriu.
- Gostou dele?
Langdon ficou parado olhando algum tempo.
- Dele? Que diabos é isso?
O avião era enorme. Lembrava um pouco o ônibus espacial, exceto pelo topo, que
parecia ter sido raspado fora, deixando-o perfeitamente plano.
Estacionado ali, parecia uma cunha gigantesca. A primeira sensação de Langdon
foi a de que estava sonhando. O veículo dava a impressão de ser tão capaz de voar
quanto um Buick. As asas praticamente não existiam - apenas dois atarracados
estabilizadores verticais na traseira da fuselagem. Um par de pequenos lemes
dorsais erguia-se na ré. O resto do avião era apenas casco - cerca de sessenta
metros de ponta a ponta -, sem janelas, nada mais além de casco.
- Pesa 250 toneladas com o tanque de combustível cheio - adiantou-se o piloto,
como um pai se gabando do filho recém-nascido. - Movido a hidrogênio. O casco
é feito de um molde de titânio com fibras de carbureto de silício. Arremete com
um coeficiente de empuxo de 20:1; a maioria dos jatos só chega a 7:1. O diretor
deve estar com uma pressa danada de encontrar o senhor. Ele não costuma
mandar o possante assim à toa.
- Essa coisa voa? - espantou-se Langdon.
O piloto riu.
- Se voa!
Conduziu Langdon pela pista na direção do avião.
- Chega a assustar, eu sei, mas é bom ir se acostumando. Daqui a cinco anos, é só
o que se vai ver - os HSCT, High Speed Civil Transports (Transporte Civil de
Alta Velocidade). Nosso laboratório é um dos primeiros a ter um.
Deve ser um tremendo laboratório - pensou Langdon.
- Este é um protótipo do Boeing X-33 - continuou o piloto -, mas existem dezenas
de outros: o National Aero Space Plane, o Scramjet dos russos, o Hotol dos
ingleses. O futuro está aqui, só vai levar algum tempo para chegar ao setor
público. Pode ir se despedindo dos jatos convencionais.
Langdon examinou o avião com ar desconfiado.





- Acho que teria preferido um jato convencional.
O piloto apontou para a escada de embarque.
- Vamos subir, por favor, senhor Langdon. Cuidado com os degraus.
Minutos depois, Langdon estava sentado dentro da cabine vazia. O piloto
instalou-o na primeira fila e encaminhou-se para a frente do avião.
Surpreendentemente, a cabine em si parecia-se com a de um grande jato comercial
comum. A única exceção era o fato de não possuir janelas, o que incomodava
Langdon bastante. A vida inteira fora perseguido por uma leve claustrofobia,
vestígio de um incidente de infância jamais superado por completo.
Sua aversão por espaços fechados não chegava a atrapalhar, mas sempre fora
causa de algumas frustrações. Manifestava-se de formas sutis. Ele evitava a
prática de esportes de quadras fechadas, como o squash, e pagara de bom grado
uma pequena fortuna por sua casa vitoriana, arejada e com pé-direito alto, embora
houvesse pronta disponibilidade de moradia mais econômica para professores da
universidade. Às vezes, suspeitava que sua atração pelo mundo da arte desde
muito jovem devia-se ao seu gosto pelos amplos espaços abertos dos museus.
Os motores roncaram sob os seus pés causando um estremecimento profundo que
percorreu todo o corpo do avião. Langdon engoliu em seco e aguardou. Sentiu o
avião começar a taxiar. Acima de sua cabeça espalhou-se suavemente o som de
música country com instrumentos de sopro.
Um telefone na parede a seu lado tocou duas vezes. Langdon pegou o fone e
levou-o ao ouvido.
- Alô?
- Está confortável, senhor Langdon?
- Nem um pouco.
- Procure relaxar. Vamos chegar lá em uma hora.
- E onde exatamente é lá? - perguntou Langdon, percebendo que não tinha noção
de para onde estavam indo.
- Genebra - respondeu o piloto, acelerando os motores. - O laboratório é em
Genebra.
- Genebra - repetiu Langdon, sentindo-se um pouco melhor. - No norte do estado
de Nova York. Tenho parentes perto do lago Seneca. Não sabia que havia um
laboratório de Física em Genebra.
O piloto deu uma risada.
- Não é a Genebra de Nova York, senhor Langdon. Estamos indo para a Genebra
da Suíça.
A palavra demorou um longo momento para ser assimilada.
- Suíça? - O pulso de Langdon acelerou-se. - Mas você não disse que o laboratório
ficava só a uma hora de viagem?
- E fica, senhor Langdon. - Ele deu mais uma risadinha. - Este avião voa a
Mach 15.
CAPÍTULO 5
Em uma movimentada rua européia, o assassino deslocava-se de maneira sinuosa
através da multidão. Era um homem vigoroso. Moreno e forte. De uma agilidade
dissimulada. Seus músculos ainda estavam tensos pela emoção do encontro.
Correu tudo bem, disse a si mesmo. Embora seu empregador não tivesse em
nenhum momento mostrado o rosto, o assassino sentia-se honrado por estar em
sua presença. Fazia realmente apenas 15 dias que haviam feito o primeiro
contato? O assassino ainda lembrava cada palavra da conversa...
- Meu nome é Janus - dissera a pessoa que telefonara. - Estamos de certa forma
ligados pelos mesmos laços. Temos um inimigo comum. Soube que se pode
contratar seus serviços profissionais.
- Depende de quem você representa - replicou o assassino.
O interlocutor disse um nome.
- Não acho graça nessa brincadeira.
- Vejo que já ouviu falar de nós - observou o homem.
- Claro que sim. A fraternidade é lendária.
- E mesmo assim noto que você duvida que eu seja um membro genuíno.
- Todos sabem que os irmãos foram reduzidos a pó.
- Um ardil para desviar a atenção. O inimigo mais perigoso é aquele que
ninguém teme.
O matador mostrou-se cético.
- A fraternidade ainda subsiste?
- Mais às ocultas do que nunca. Nossas raízes estão infiltradas em tudo o que você
vê... até na fortaleza sagrada de nosso inimigo mais declarado.
- Impossível. Eles são invulneráveis.
- Nosso braço é longo.
- Nenhum braço chega tão longe.
- Logo você vai acreditar. Uma demonstração irrefutável do poder da fraternidade
já veio a público. Um único ato de traição e de prova.
- O que vocês fizeram?
O homem contou-lhe.
O matador arregalou os olhos.
- Uma tarefa impossível.
No dia seguinte, os jornais do mundo inteiro estampavam a mesma manchete. O
matador passou a acreditar.
Agora, 15 dias depois, a fé do matador consolidara-se além de qualquer sombra de
dúvida. A fraternidade subsiste, pensou. Hoje à noite eles virão à tona para revelar
seu poder.
Caminhando pelas ruas, seus olhos negros brilhavam, cheios de expectativa. Uma
das fraternidades mais ocultas e temidas que já haviam existido neste mundo
convocara seus serviços. Escolheram com sabedoria, refletiu. Sua reputação de
saber guardar segredo só era superada pela de infalibilidade.
Até ali, servira-os nobremente. Fizera a execução e entregara o objeto a Janus
como fora solicitado. Agora, cabia a Janus lançar mão de seu poder para
providenciar a instalação do objeto. A instalação...
O assassino se perguntava como Janus realizaria aquela tarefa tão assombrosa. O
homem certamente tinha contatos lá dentro. Os domínios da fraternidade pareciam
ilimitados.
Janus, pensou ele. Um codinome, sem dúvida. Seria uma referência, ocorreu-lhe,
ao deus romano de duas faces... ou à lua de Saturno? Não que fizesse qualquer
diferença. Janus exercia um poder insondável. Dera provas irrefutáveis disso.
Enquanto andava, o assassino imaginava seus próprios ancestrais rindo para ele.
Ele estava lutando a mesma batalha deles, era o mesmo inimigo contra o qual
haviam lutado durante séculos, talvez desde o século XI... quando os exércitos dos
cruzados haviam começado a pilhar suas terras, violentando e matando seu povo,
declarando-o impuro, despojando seus templos e deuses.
Seus antepassados haviam formado um pequeno mas mortífero exército para se
defender. Esse exército tornou-se famoso na região, seus membros eram vistos
como protetores - hábeis carrascos que percorriam o país trucidando o inimigo
onde quer que o encontrassem. Eram afamados não só por seus extermínios
brutais, como por celebrá-los entregando-se ao entorpecimento causado pelo uso
de drogas. A droga escolhida era uma potente substância inebriante a que
chamavam de hashish, o haxixe.
À medida que sua notoriedade se espalhava, esses homens letais passaram a ser
conhecidos por uma única denominação: Hassassin - literalmente, "os seguidores
do haxixe" O nome Hassassin tornou-se sinônimo de morte em quase todas as
línguas da terra. A palavra ainda é usada hoje, até nas línguas modernas...
porém, assim como a arte de matar, o termo evoluiu.
Hoje pronuncia-se assassino.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

COMUNICADO IMPORTANTE



INTERROMPENOS NOSSA PROGRAMAÇAO NORMAL PARA UM COMUNICADO IMPORTANTE

Olá gente, este é meu novo blog e ja está ativo com tudinho funcionando, se você precisar de algum programa, legenda, tamples para seu blog, games e etc. é so pedir que eu coloco lÁ para você baixar ok!
Grande abraço a todos.





MEU NOVO BLOG AQUI

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Anjos e Demonios..Capitolo 2 & 3.

CAPÍTULO 2

- Vai me dar atenção agora? - disse o homem quando Langdon finalmente atendeu
o telefone.
- Sim, senhor, com certeza, agora vou. Pode explicar melhor?
- Foi o que tentei lhe contar antes - a voz era rígida, mecânica. - Sou físico.
Dirijo uma organização de pesquisas. Aconteceu um crime e o senhor viu o fax.
- Como me encontrou? - Langdon mal conseguia se concentrar na
conversa. Sua mente estava na imagem no fax.
- Já lhe disse. Na Internet, no site de seu livro A arte dos Illuminati.
Langdon procurou reunir seus pensamentos. Seu livro era praticamente
desconhecido nos círculos literários convencionais mas tivera uma repercussão
bastante significativa on-line. Ainda assim, a explicação não fazia sentido.
- A página não traz informações para contato - Langdon desafiou-o.
- Tenho certeza disto.
- No laboratório tenho gente que é especialista em extrair informações sobre os
usuários da Internet.
Langdon ainda estava meio cético.
- Parece que seu laboratório sabe tudo sobre a Internet.
- Claro - o outro disparou -, fomos nós que a inventamos.
Algo na voz do homem dizia que ele não estava brincando.
- Preciso vê-lo - insistiu. - Não é assunto para se tratar pelo telefone. Meu
laboratório fica a apenas uma hora de vôo de Boston.
Na penumbra de seu escritório, Langdon analisou o fax que tinha em mãos. A
imagem era estarrecedora, talvez representasse a maior descoberta epigráfica do
século, uma década de suas pesquisas confirmada em um único símbolo.
- É urgente - a voz pressionou-o.
Os olhos de Langdon estavam fixos na queimadura. Illuminati, ele lia sem parar.
Seu trabalho sempre se baseara no equivalente simbólico dos fósseis -
documentos antigos e boatos históricos -, mas aquela imagem diante dele
representava o hoje. O tempo presente. Sentia-se como um paleontólogo que dá
de cara com um dinossauro vivo.
- Tomei a liberdade de mandar um avião buscá-lo - disse a voz. - Vai estar em
Boston dentro de 20 minutos.
Langdon sentiu a boca seca. Uma hora de vôo...
- Por favor, desculpe minha impertinência - continuou o homem. – Preciso do
senhor aqui.
Langdon olhou outra vez para a imagem no fax - um antigo mito confirmado em
preto-e-branco. As implicações eram assustadoras. Levantou um olhar ausente
para as janelas. Os primeiros vestígios da aurora insinuavam-se por entre os
galhos das bétulas dos fundos de sua casa, mas a vista de alguma forma parecia
diferente naquela manhã. À medida que uma estranha mistura de medo e
animação ia tomando conta dele, Langdon percebeu que não tinha escolha.
- O senhor me convenceu - falou ele. - Agora me diga onde encontrar o avião.

CAPÍTULO 3

A milhares de quilômetros dali, dois homens encontravam-se. O aposento era
escuro. Medieval. De pedra.
- Benvenuto - disse o encarregado. Estava sentado nas sombras, fora de visão. -
Foi bem-sucedido?
- Si - respondeu o vulto. - Perfectamente. - Suas palavras soavam duras como as
paredes de pedra.
- E não haverá dúvidas quanto à responsabilidade?
- Nenhuma.
- Excelente. Trouxe o que pedi?
Os olhos do assassino brilharam, negros como petróleo. Pegou um pesado
aparelho eletrônico e colocou-o sobre a mesa.
O homem nas sombras pareceu satisfeito.
- Você se saiu bem.
- Servir à fraternidade é uma honra - disse o assassino.
- A fase dois vai começar logo. Procure descansar um pouco. Esta noite vamos
mudar o mundo.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Anjos e Demonmios

Uma História que vai prender sua atenção por dias!


O físico Leonardo Vetra sentiu cheiro de carne queimada e sabia que era a sua.
Levantou os olhos, aterrorizado, para a figura sombria que o dominava.
- O que você quer?
- La chiave - respondeu a voz rascante. - A senha.
- Mas eu não...
O intruso curvou-se de novo para a frente, pressionando com mais força o objeto
em brasa no peito de Vetra. Ouviu-se um chiado de carne grelhando. Vetra gritou
alto, agoniado.
- Não existe senha nenhuma! - E sentiu que mergulhava na inconsciência.
O rosto do homem encheu-se de uma fúria contida.
- Ne avevo paura. Era o que eu temia.
Vetra esforçou-se para manter os sentidos, mas a escuridão envolvia-o pouco a
pouco. Seu único consolo era saber que o agressor jamais obteria o que viera
buscar. Um momento mais tarde, porém, o homem fez aparecer uma lâmina e
ergueu-a diante do rosto de Vetra. A lâmina adejou no ar. Precisa. Cirúrgica.
- Pelo amor de Deus! - gritou Vetra.
Mas era tarde demais.

CAPÍTULO 1

Do alto da pirâmide de Gizé, a jovem riu e voltou-se para ele, lá embaixo,
chamando-o.
- Ande, Robert! Devia ter me casado com um homem mais moço! - O sorriso dela
era mágico.
Ele tentou acompanhá-la, mas suas pernas pesavam como se fossem feitas de
pedra.
- Espere - pediu. - Por favor...
Enquanto subia, sua vista começou a turvar-se. Seus ouvidos latejavam.
Preciso alcançá-la! Mas, quando olhou de novo para cima, a mulher desaparecera.
Em seu lugar havia um velho de dentes estragados. O homem encarou-o, os lábios
torcendo-se em uma careta melancólica. E ele deixou escapar um grito de angústia
que ressoou pelo deserto.
Robert Langdon acordou sobressaltado do pesadelo. O telefone ao lado de sua
cama estava tocando. Tonto, levou-o ao ouvido.
- Alô?
- Gostaria de falar com Robert Langdon - disse uma voz masculina.
Langdon sentou-se na cama e tentou clarear sua mente.
- Aqui... é Robert Langdon - e apertou os olhos para o mostrador do relógio
digital. Eram 5h18 da madrugada.
- Preciso encontrá-lo imediatamente.
- Quem está falando?
- Meu nome é Maximilian Kohler. Sou um físico de Partículas Discretas.
- Um o quê? - Langdon mal conseguia se concentrar. - Tem certeza de que
procurou o Langdon certo?
- O senhor é professor de Simbologia Religiosa na Universidade de Harvard.
Escreveu três livros sobre simbologia e...
- Sabe que horas são?
- Peço desculpas. Há uma coisa que precisa ver. Não posso explicar pelo telefone.
Um resmungo conformado escapou dos lábios de Langdon. Aquilo já acontecera
antes. Um dos perigos de se escrever livros sobre simbologia religiosa era o
chamado de fanáticos querendo que ele confirmasse o último sinal que haviam
recebido de Deus. No mês anterior, uma stripper de Oklahoma prometera a
Langdon a melhor sessão de sexo de sua vida se ele pegasse um avião até cidade
dela para verificar a autenticidade de uma figura cruciforme que parecera
magicamente nos lençóis de sua cama. O sudário de Tulsa, como Langdon a
chamara.
- Como conseguiu o número do meu telefone? - Langdon tentou ser amável,
apesar da hora.
- Na Internet. No site do seu livro.
Langdon franziu a testa. Tinha certeza de que o número do telefone de sua casa
não constava do site de seu livro. O homem obviamente estava mentindo.
- Preciso vê-lo - a voz do outro lado insistiu. - Vou pagar bem.
Agora Langdon estava ficando furioso.
- Sinto muito, mas eu...
- Se sair agora, pode estar aqui por volta de...
- Não vou a lugar nenhum! São cinco horas da manhã!
Langdon desligou e caiu de volta na cama. Fechou os olhos e tentou adormecer
novamente. Não adiantou. O sonho estava entranhado em sua mente. Relutante,
vestiu um roupão e desceu.
Robert Langdon perambulou descalço por sua casa deserta, uma construção
Vitoriana em Massachusetts, segurando seu remédio habitual contra a insônia:
uma caneca de chocolate instantâneo fumegante. O luar de abril filtrava-se pelas
janelas da sacada e formava desenhos nos tapetes orientais. Os colegas de
Langdon sempre brincavam que o lugar parecia mais um museu de antropologia
do que uma casa. As prateleiras estavam cheias de artefatos religiosos de todo o
mundo - um akuaba de Gana, uma cruz dourada da Espanha, um ídolo cicladense
do Egeu e um ainda mais raro boccus de Bornéu, o símbolo da perpétua juventude
de um jovem guerreiro.
Sentado em uma arca de latão maharishi e saboreando o chocolate quente, deu
com o seu reflexo nas vidraças das janelas. A imagem estava distorcida e pálida..
como a de um fantasma. Um fantasma envelhecido, pensou, sendo cruelmente
lembrado de que o seu espírito da mocidade vivia dentro de um invólucro mortal.
Apesar de não ser propriamente bonito no sentido clássico, Langdon, com seus
quarenta e cinco anos, possuía o que as colegas do sexo feminino classificavam de
um encanto "erudito" - mechas grisalhas misturadas ao espesso cabelo castanho,
perspicazes olhos azuis, uma voz grave atraente e o sorriso forte e despreocupado
de um atleta universitário. Membro da equipe de mergulho da faculdade, Langdon
ainda tinha um corpo de nadador, um metro e oitenta de boa forma, que ele
mantinha cuidadosamente com 2.500 metros diários de exercício na piscina da
universidade.
Seus amigos sempre o viram como uma espécie de enigma - um homem que
pertencia a séculos diferentes. Nos fins de semana, viam-no andando pelo pátio da
universidade vestido de jeans e conversando sobre computação gráfica e história
religiosa com os alunos; outras vezes, aparecia com seu paletó de tweed e colete
paisley nas páginas de importantes revistas de arte em aberturas de exposições de
museus para as quais era convidado a dar palestras.
Mesmo sendo um professor rigoroso e muito severo quanto à disciplina, Langdon
era o primeiro a acolher o que chamava de "a arte perdida de uma boa
brincadeira" Apreciava os momentos de divertimento com um fanatismo
contagiante, o que lhe valera uma aceitação fraternal entre seus alunos. Seu
apelido no campus, "Golfinho", era uma referência tanto à sua natureza afável
quanto à sua lendária capacidade de mergulhar em uma piscina e confundir a
estratégia de toda a equipe adversária em um jogo de pólo aquático.
Enquanto estava ali, sozinho, olhando distraído para a escuridão, o silêncio da
casa foi quebrado novamente, dessa vez pelo toque da máquina de fax. Exausto
demais para se incomodar, Langdon forçou uma risadinha cansada.
O povo de Deus, pensou. Dois mil anos de espera pelo Messias e eles ainda são de
uma persistência infernal.
Entediado, deixou a caneca vazia na cozinha e foi andando devagar para seu
escritório revestido de painéis de carvalho. O fax recém-chegado estava na
bandeja da máquina. Suspirando, pegou a folha de papel e olhou para ela. No
mesmo instante foi tomado por uma onda de náusea.
A imagem na página era a de um cadáver humano. O corpo fora despido e a
cabeça fora torcida, virada completamente para trás. No peito da vítima havia uma
terrível queimadura. O homem fora marcado a fogo... com uma única palavra.
Uma palavra que Langdon conhecia bem, muito bem. Ele olhou fixamente,
incrédulo, para as letras desenhadas. Illuminati
- Illuminati - ele gaguejou, o coração batendo forte. - Não pode ser...
Lentamente, temendo o que estava para presenciar, Langdon girou o papel 180
graus. Olhou para a palavra de cabeça para baixo.
E quase perdeu o fôlego. Era como se tivesse sido atropelado por um caminhão.
Mal acreditando em seus olhos, virou a folha de novo, lendo a palavra nas duas
posições.
- Illuminati - murmurou.
Aturdido, deixou-se cair em uma cadeira. Ficou ali por um momento, totalmente
desnorteado. Aos poucos, sua atenção voltou-se para a luz vermelha que piscava
na máquina. Quem mandara o fax ainda estava na linha.. esperando para falar.
Langdon contemplou durante longo tempo o ponto luminoso piscando.
Depois, trêmulo, levantou o fone.


quinta-feira, 30 de abril de 2009

Arrr... que frio!

Frio. Ai o frio é tão chato não é mesmo!?

É tão ruim quando você ta naquele banho quentinho e tem que sair nesse frio. É tão ruim levantar com esse frio. Ai, da até vontade de ficar o dia inteiro debaixo das cobertas sem fazer nada, não é mesmo?

Dizem que o calor da moleza, mas pra mim que da moleza mesmo é o frio...Da licença, viu!?


Mas... O frio me lembra cobertor... um monte de cobertas, bom demais! Me lembra chocolate quente. Feijoada. Chá bem quentinho. DVD em casa. Namorada me esquentando. Fogueira. Festa junina. Vinho quente.


Ou sej...pensando bem...o frio não é tão ruim assim vai!?

terça-feira, 14 de abril de 2009




E o que podemos esperar de amanhã senão um pouco mais, um pouco mais de quinze minutos, para podermos ao menos nos achar, aceitar, enquanto pudermos permanecer no limite do que se mostra impenetrável dentro de cada um? Mas quinze minutos é tudo o que tenho agora e, algum dia, quem sabe, será também de vocês. Um segundo para uma baforada calma, quero tentar alguma coisa diferente, mas está tudo seco demais. Para mim eu sei que os quinze já são onze minutos, em breve serão menos e terei que deixar isso aqui como está, sem maiores retoques, e por inquanto tudo permanece como um espaço vazio entre todas as letras ainda. Agora faltam nove, começo a coçar a cabeça, olhar muitas vezes para o relógio. Mas não tenho relógio. Roubaram o tempo que comprei tão caro. E tudo o que sinto vontade de dizer são coisas bobas, que há muito amor desperdiçado pelo medo, que os verdadeiros olhos são dos cães e das crianças – queria um sorvete agora, um balão colorido – mas quando penso no assunto acabo perdendo três preciosos minutos, porque escrevo uma longa frase, não consigo desenvolver nada dentro dela e preciso apagar, e ainda dizer que precisei apagar, e não me restam de repente nada além de cinco minutos e uma decisão urgente pra tomar, seguir adiante com os pés no chão, largar os vícios e pedir carona, mas só consigo pensar que Eu devia estar mesmo ainda muito confuso quando comecei, pensando na possível desfeita de Alguém, que não estivesse com muita paciência hoje enfim, essa coisa e tal... Mas a mente falhou e a ideia não veio. Aí, eu aqui, mais uma Terça-Feira, a lua nos vê lá de cima e suspira sem esperanças. Ops, nem é noite ainda e não tenho tempo de corrigir. Não posso nem aproveitar essa ideia? -Não! Mas com três minutos ainda sobra tempo de formular uma bela tese. Enlouqueço a cada dia para reconhecer a minha própria falha, para poder sentir a culpa do que não dura pra sempre e, tento ficar calmo, rir um pouco de mim mesmo... Dou cada passo na escuridão que nem sei...ixi acabou, falta um segundo antes do ponto final.

sábado, 11 de abril de 2009

A você, que julgou Conhecedor da Gramatica, menosprezando meu "Singular"


Se todo objetivo de quem se dispõe a colocar no papel as suas idéias fosse, pura e simplesmente, a crítica, tornar-se-ia, a meu ver, dificílima a melhora das sociedades e, por abrangência, do mundo. É óbvio que coisas erradas existem em toda parte, mas isto é conseqüência de sermos HUMANOS e, portanto, em busca de perfeição. Acredito no elogio como fator indispensável à elevação na qualidade de um comportamento ou de uma obra. Por trás da intenção primordial está o germe da derrota ou da vitória muitas vezes inconscientemente implantado no detentor da iniciativa. Daí para frente a opinião de terceiros é decisiva tanto no desempenho quanto no resultado final.
Por praxe ou hábito queremos censurar, ver algo de errado ou até menoscabar o valor de uma obra. Reconhecemos no íntimo a dedicação de quem se entregou a uma tarefa imbuído do desejo de agradar. A maestria surge da prática e da dedicação constante. Deve o crítico, a meu ver, interessar-se por uma informação que vá além da obra em questão. Assim, -SENHOR DOS FATOS, terá em mãos material imprescindível a uma visão global de quem está sendo analisado. Julgar precipitadamente é deixar que idéias pré-concebidas roubem de nós a ponderação e a análise.
Em que reside o valor do elogio? Penso que é a mola propulsora da dedicação e do crescimento. Quando percebemos falhas e camuflamos a vontade de destacá-las, estamos dando um passo essencial à melhora do criticado. Exaltamos, assim, a nossa própria compreensão dos fatos e abrimos a válvula do elogio. Os pormenores crescem em importância e conduzem o analisado a uma reflexão positiva seguida do esforço primordial a uma mudança básica. Se for verdadeira e consistente a atitude transformada, o caminho para o sucesso encontra-se agora livre e ampliado.
Somos o resultado daquilo que pensamos. Se sofremos apenas críticas, com vistas a um rebaixamento, vamos, inconscientemente, em direção contrária ao progresso. As pessoas crescem na medida em que são elogiadas. Por mais que acreditemos em nossa capacidade e por maior que seja nossa auto confiança, dependemos do reconhecimento do outro. Isto fomenta o desejo de continuar, porque faz nascer a gratidão que, por sua vez, gera o amor em forma de esforço e inspiração, o que gera trabalhos cada vez melhores.
No outro extremo encontra-se a incapacidade que, na realidade, não existe, pois é somente o resultado da crença, filha da crítica unida ao descaso. Nunca é demais repetir: se alguém iniciou uma obra, é porque tenciona vê-la concluída. E a lição que fica é que não devemos, jamais, deixar de elogiar, pois, assim, cavamos o precioso poço da capacidade infinita, (comum a qualquer ser humano) e despertamos de uma forma bonita o adjetivo que se encontrava adormecido.
Pra que usar de teoremas que tornam a definição tão subjetiva se o chamado "POPULAR" cai bem melhor aos olhos de quem ler?

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Fanatica por futebol


Costuma-se pensar que o futebol é esporte de homem – a mulher sofre ouvindo piadinhas sobre a lei do impedimento ou sobre o porque do goleiro se vestir de forma diferente dos demais. Em Jaragua do Sul, a realidade é bem diferente:
A torcida feminina é destacada por uma ilustre e simpatica torcedora de nome Tais.

Alguns atribuem a presença das mulheres ao estádio moderno – chamado de “shopping”.

Mas torcida Feminina não é exclusividade somente de shopping's e sim de clubes por toda parte .
Em todos os clubes brasileios e estranjeiros é comum, nas partidas, a presença de mulheres no estádio, gritando tanto quanto os homens.
A ilustre Tais se considera fanática pelo Flamengo e pelo que parece assiste todas as partidas. Ela tem sorte que estamos em tempos modernos e vai sofrer pouco com machismo ou preconceito por parte dos demais.
Piadinhas por ser mulher ainda acontecem, mas são encaradas na brincadeira. “O velho bordão -vai pilotar fogão ou vai estudar lei do impedimento, não cola mais mas a devemos saber diferenciar o que é grosseria de tiração de sarro”.
Há rivalidade também na Internet.
As comunidades sobre futebol também são freqüentadas por mulheres, torcedoras dos clubes. O ambiente virtual é local de discussões entre as meninas, desde conversas sobre futebol até trivialidades. “Tem o pessoal que não entende e tenta desqualifica-las por serem mulheres, mas no geral é bem divertido, eté nós HOMENS aprendemos um monte com elas”.
O futebol está cada vez mais aberto – e a realidade de hoje é a prova disso.

Mais do que um jogo para homens, é um jogo para mulheres e famílias, embelezando e trazendo alegria aos gramados.

GoLLLLLLLLLLLLLL, Gol do Palmeiras uhuLLLL

Rilex, foi gol contra então é ponto para o Flamengo^^

Grande Abraço Tais.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Menos uma edição


ACABOU BBB ... eu não acredito em ninguém que diz que não assiste BBB, isso é hipocrisia, mesmo aqueles mais arredios "já deram uma espiadinha", até eu ...MAX em primeiro, PRISCIGUETE** em segundo, FRANCHATICINE em terceiro ... depois da transmissão da GLOBO tem mais no MULTISHOW (Globosat) ... agora tá passando "resumão do BBB", e principalmente a relação MAX + FRANCINE ... PRISCIGUETE ... qual seria a tradução ? Vamos lá: PRISCIGUETE = Priscila piriguete ... adorei, ahahahhaha. Sinceramente, não acredito na legitimidade dessa relação ... casal mais "sem sal", as gracinhas da Francine nunca teve graça (só pra ela), até o filósofo PEDRO BIAL questionou (ao vivo) a legitimidade dessa relação ... na minha opinião, esse foi mais um exemplo de relacionamento "marqueteiro" ...BIG BROTHER já desgastou, fico feliz de conseguir me desprender de assistir o BBB a cada edição que passa ... mesmo com as inovações da 9ª edição, mas a fórmula passou do ponto ... barraco, gente que já se conhecia antes da casa ... e ainda querem que a gente acredite que esse programa "ainda é" REALITY SHOW ? "A vida como ela é" ? Onde isso ??Aí podem me perguntar: se você acha chato, porque ainda assiste ? Sou bloggeiro tenho que ter conteúdo pra comentar ... já viu na internet falarem que a TV GLOBO tem contrato com a empresa européia ENDEMOL (dentetora dos direitos do formato BBB) para uma possível 12ª edição (essa é a 9ª), e o BIAL já disse que teria patrocínio suficiente para o BBB 15 ... qual o melhor comentário para a informação acima ??Todo mundo teria que mandar fita pra tentar uma vaga, mas depois que saiu na imprensa que "DIEGO ALEMÃO" (BBB7) entrou sem mandar fita (por indicação de "olheiro na balada") eu comecei a desacreditar nesse programa ...- 1ª edição: Kléber BAMBAM- 2ª edição: RODRIGO Fraga Leonel (Caubói)- 3ª edição: DHOMINI Ferreira- 4ª edição: GECILDA DOS SANTOS (Cida) - 5ª edição: JEAN Wyllys- 6ª edição: MARIA NILZA VIANA (Mara) - 7ª edição: DIEGO GASQUEZ (Alemão)- 8ª edição: RAFAEL RIBEIRO (Rafinha)- 9ª edição: MAXIMILIANO (Max)Na história do BBB eu destaco dois "competidores": RAFINHA (campeão da 8ª edição) e LEONARDO (o que saiu "do quarto branco" da 9ª edição), o resto era tudo FAKE (na minha opinião) ... parabéns aos produtores do BBB, que inovaram e usaram táticas que quebraram a moral dos competidores, sempre inventando novas regras ...BIG BROTHER acabou, até que essa edição ficou mais interessante ... de amanhã em diante, acredito que o TV FAMA vai ficar fazendo perseguições implacáveis atrás dos candidatos pra arrancar declarações exclusivas (já que "as marionetes" tem contrato com a Globo e não podem falar com outra emissora) ... depois do fim do contrato poucos são reaproveitáveis, o resto vira "arroz de festa" (querendo aparecer na mídia a qualquer custo), toda edição tem isso ...Outra coisa que sempre acontece, e eu duvido que vá se repetir: ensaios nús ... todo mundo se faz de sensual na casa, aí sai do programa com pose de "bom samaritano" (dizendo que não posa porque a família não vai gostar) ... ego inflado, cachê aumentado ... se faz ensaio pra PAPARAZZO/REVISTA VIP, depois disso estampar PLAYBOY/SEXY ou então G MAGAZINE "é um pulo" ...Parabéns ao MAX por essa conquista, desejo tudo de bom para ele ("e que o sucesso não suba à cabeça"), espero que ele tenha "a mesma cabeça centrada" que demonstrou ter durante o BBB ... semana-que-vem a TV GLOBO volta com sua programação normal, graças a DEUS ... o importante é ter saúde, o resto DEUS perdoa !!

domingo, 5 de abril de 2009

Aviso geral


O caso era mais grave do que eu pensava...

Andei afastado por um tempo mas acho que estou novamente "na ativa".

Meu amigo acaba de me ligar... Exigindo "coisa" nova por aqui.

Como chinga esse mulequinho viu,

Não deixei barato não e

Mandei ele para aquele lugar.

O outono, chegou.

Quando estiver mais frio e a vida aflorar com mais firmeza na cabeça, no tronco e nos membros,

eu prometo que volto aqui meus nobres companheiros.

Por hora... Bom dia, Boa tarde, Boa noite!

segunda-feira, 16 de março de 2009

Teoria do Banheiro




Defende-se uma teoria, a de que todo mundo quando vai ao banheiro, "passar um fax", dá uma olhadinha enquanto puxa a descarga. Se essa teoria se aplica a sua pessoa,de quais dos exemplos abaixo você já participou?FANTASMA - Você sente sair, vê o bicho no papel, mas não tem nada na privada.CLEAN - Você sente sair, o bicho está lá na privada, mas o papel está limpinho.MONTINHO - Depois de limpar a bunda umas cinqüenta vezes ainda parece que não está limpo. Então você embola papel higiênico entre a bunda e a cueca pra não borrar.QUERO MAIS - Acabou de puxar a descarga, já puxou as calças até o joelho e de repente tem que começar tudo de novo.HEMORRAGIA CEREBRAL - Aquele que requer tanta força que você fica todo roxo e quase tem um derrame.TORPEDO - Tão grande que dá medo de puxar a descarga sem antes quebrar no meio com o cabo de uma escova de dentes.EMBORA EU QUEIRA - Quando você fica sentado com uma baita dor de barriga mas só sai vento. Particularmente frustrante em banheiros públicos.CAMINHÃO BASCULANTE - Sai tão rápido que mal da tempo de sentar.AERÓGRAFO - Versão diarréia do "Caminhão Basculante".Antes mesmo de você sentar, BUM! Uma carga explosiva recobre todo o interior do vaso de uma camada mais ou menos uniforme de respingos. A água continua limpinha.
ILHA - Uma massa marrom e disforme saindo pra fora da água.CHAMA O ENCANADOR - Tão grande que entope o vaso e a água transborda. Você deveria ter seguido a dica do"Torpedo".HÉRNIA DE DISCO - Requer tanta força que você acha que está saindo de lado.ESTOU PARINDO - Um cruzamento do torpedo" com o "Hérnia de Disco". O produto assemelha-se, em tamanho e formato, a uma lata de batatinhas Pringle's. Depois que sai você sente um vazio interior. RABO DE MACACO - Não para de sair: Você tem duas escolhas, ou ir puxando a descarga e continuar mandando brasa, ou arriscar-se a ver o bicho ir empilhando até chegar na sua bunda.
COELHINHO - Um monte de cocozinhos redondos que parecem bolinhas de gude e que fazem barulhinho ao cair na água.CABUM - Desce de uma vez, em MRU (Movimento Retilíneo Uniforme).PROMETO MASTIGAR MELHOR - Quando o pacote de Doritos da noite passada parece vidro moído ao descer.MORREU UM BICHO AQUI DENTRO - Também conhecido como "LIXO ATÔMICO" ou "CACHORRO MORTO". É claro que você não avisa ninguém do odor infecto. Em vez disso, você fica disfarçadamente perto da porta do banheiro fazendo força pra não dar risada enquanto as pessoas saem correndo e engasgando ali de dentro.AINDA TEM UM PENDURADO - Tem que esperar pacientemente o último pedaço cair, porque se você tentar limpar agora, vai borrar tudo.LANÇA CHAMAS - Chamusca os pelinhos. Faz você jurar nunca mais chegar perto de acarajé.PRIMOGÊNITO - Tão perfeito, marrom e saudável que dá pena de puxar a descarga.MIGUEL - Poderia muito bem ser um "Primogênito", mas se esconde no vão da privada antes que você possa apreciar.LAGARTIXA - Mesmo com mais de 10 descargas, ele continua grudado na porcelana do vaso.

domingo, 15 de março de 2009

Na sala de reunião de uma multinacional o diretor nervoso fala com sua equipe de gestores. Agita as mãos, mostra gráficos e, olhando nos olhos de cada um ameaça: "ninguém é insubstituível". A frase parece ecoar nas paredes da sala de reunião em meio ao silêncio. Os gestores se entreolham, alguns abaixam a cabeça. Ninguém ousa falar nada. De repente um braço se levanta e o diretor se prepara para triturar o atrevido: - Alguma pergunta? - Tenho sim. E o Beethoven? - Como? - o encara o gestor confuso. - O senhor disse que ninguém é insubstituível e quem substituiu o Beethoven? Silêncio. Ouvi essa estória esses dias contada por um profissional que conheço e achei muito pertinente falar sobre isso. Afinal as empresas falam em descobrir talentos, reter talentos, mas, no fundo continuam achando que os profissionais são peças dentro da organização e que, quando sai um, é só encontrar outro para por no lugar. Quem substitui Beethoven? Tom Jobim? Ayrton Senna? Ghandi? Frank Sinatra? Garrincha? Santos Dumont? Monteiro Lobato? Elvis Presley? Os Beatles? Jorge Amado? Pelé? Paul Newman? Albert Einstein? Picasso? Zico? Todos esses talentos marcaram a História fazendo o que gostam e o que sabem fazer bem, ou seja, fizeram seu talento brilhar. E, portanto, são sim insubstituíveis. Cada ser humano tem sua contribuição a dar e seu talento direcionado para alguma coisa. Está na hora dos líderes das organizações reverem seus conceitos e começarem a pensar em como desenvolver o talento da sua equipe focando no brilho de seus pontos fortes e não utilizando energia em reparar 'seus gaps' . Ninguém lembra e nem quer saber se Beethoven era surdo, se Picasso era instável, Caymmi preguiçoso, Kennedy egocêntrico, Elvis obsessivo... O que queremos é sentir o prazer produzido pelas sinfonias, obras de arte, discursos memoráveis e melodias inesquecíveis, resultado de seus talentos. Cabe aos líderes de sua organização mudar o olhar sobre a equipe e voltar seus esforços em descobrir os pontos fortes de cada membro. Fazer brilhar o talento de cada um em prol do sucesso de seu projeto. Se seu gerente/coordenador, ainda está focado em ' melhorar as fraquezas ´ de sua equipe corre o risco de ser aquele tipo de líder que barraria Garrincha por ter as pernas tortas, Albert Einstein por ter notas baixas na escola, Beethoven por ser surdo e Gisele Bündchen por ter nariz grande. E na gestão dele o mundo teria perdido todos esses talentos. Quando o Zacarias dos Trapalhões faleceu, ao iniciar o programa seguinte, o Dedé entrou em cena e falou mais ou menos assim:" Estamos todos muitos tristes com a partida de nosso irmão Zacarias... e hoje, para substituí-lo, chamamos:.. Ninguém... pois nosso Zaca é insubstituível "
Portanto nunca esqueça: Você é um talento único.....com toda certeza ninguém te substituirá. " A vida é curta, quebre regras, perdoe rapidamente, beije demoradamente, ame verdadeiramente, ria incontrolavelmente, e nunca deixe de sorrir, por mais estranho que seja o motivo. A vida pode não ser a festa que esperávamos, mas enquanto estamos aqui, devemos aproveitá-la ao máximo ."

domingo, 8 de março de 2009

Chefe

Quando o corpo foi criado, todas as partes queriam ser o Chefe. O cérebro foi logo dizendo:- Eu deveria ser o Chefe porque controlo todas as respostas e funções do corpo.Os pés disseram:- Nós deveríamos ser o Chefe porque carregamos o cérebro para onde ele quiser ir.As mãos disseram:- Nós é que deveríamos ser o Chefe porque fazemos todo o trabalho e ganhamos o dinheiro.E assim foi com o coração, pulmões, olhos, até que chegou a vez do ânus falar.Todas as partes riram da pretenção do ânus querer ser o Chefe. E daí o ânus entrou em greve, bloqueou-se e recusou-se a trabalhar. Em pouco tempo os olhos ficaram vesgos, as mãos crisparam, os pés se retorceram, o coração e os pulmões entraram em pânico e o cérebro teve febre. No final todos concordaram que o ânus deveria ser o Chefe, e a greve acabou. Todas as outras partes fizeram seu trabalho e o novo Chefe sentou e deixou passar a merda!
Moral da história: Você não precisa de cérebro para poder ser um Chefe. Qualquer cuzão pode ser.


Autor desconhecido.

Problema



O que não tem remédio remediado está, como diz o ditado. Problema é o que não falta na vida da gente, até mesmo quando é vendido como remédio, como se vê. E tem gente com todo tipo de problema e problema pra todo tipo de gente. Conheço quem adore um, trata feito animal de estimação ou planta rara que precisa ser hidratada e adubada todos os dias. Deus o livre se o problema morre, a pessoa padece de falta e alguns não conseguem nem disfarçar o luto, tamanha dor da perda. Também há aqueles que gostam de resolver problema, "Tem problema aí? Deixa comigo!" Há quem não goste, não reconheça e não resolva, "Problema? Onde? Enlouqueceu?". Nesse perfil é muito comum encontrarmos quem negue o problema de tal modo que não consiga articular corretamente e chama de pOblema -- o que não exime a criatura de ter que encarar mais esse problema, o de falar corretamente.Não podemos esquecer daqueles cuja criatividade abundante arruma problema onde não tem ou, pelo menos, onde não precisaria ter. Esses, chamados visionários, quase mediúnicos, enxergam pêlo em ovo e chifre em cabeça de cavalo -- confesso que eu, às vezes, só às vezes, padeço desse mal. Existe ainda aquele tipo que reconhece o problema, sabe quem pariu mas chama de pendência, pepino, obstáculo, contratempo. E é onde me enquadro. Exceto se for uma quase fatalidade, aos 42 minutos do segundo tempo, me recuso, me nego, não tem por onde dar munição e chamar bandido pelo nome. Sem essas intimidades. Nego tanto que só me permito aqui. Gosto de dizer, ingenuamente, é verdade, que problema bom é aquele que o dinheiro resolve, mas falta de dinheiro pode ser um grande problema, sem dúvida. Embora dinheiro seja matemática e até eu, que sempre me dei melhor com letras do que com números, concordo que problema bom é o que a matemática pura e (dita) exata propõe. Então, vamos ser honestos: problema bom é problema resolvido. O resto é fórmula de máscara.



Missão cumprida, vou ali resolver uns contratempos. E você, preste atenção: o dia está bonito, a temperatura está subindo, é quase primavera... Não fica aí na frente desse computador arrumando problema.

sexta-feira, 6 de março de 2009

Súplica


Me faltam as Letras que, em harmonia formam palavras e nessa ordem frases e textos incríveis aos olhos de quem lê...

O que quer ler na próxima?

Deixe seu pedido nos comentários,

Quem sabe Você seja o motivo da minha Inspiração!

terça-feira, 3 de março de 2009



Estes dias me perguntaram o que era amor.
Put4 que p4ríl! Na hora eu não sabia como responder, mas, ai quando bati a cabeça no travesseiro percebi …

… o amor me escraviza, mas também é minha única libertação. Quem em sã consciência não quer amar? O problema é saber a quem amar, a quem se entregar de coração aberto? Sim, por que quando amo quero tudo, o amor só compensa quando temos o outro ao nosso lado pra o que der e vier. O amor é o acesso mais óbvio a suprir a minha ou nossa outra parte, aquela que diz coisas que não esperamos, amamos pessoas que nos fazem mil promessas e nos largam. Se dependesse de mim encontraria o amor da minha vida na próxima esquina. Infelizmente não é assim. Então continuo a procurar. Em cada olhar, em cada esquina, em cada viagem, em cada momento abro espaço pra um novo amor. Sento e vejo o vasto espaço que tem em meu peito, pronto pra ser ocupado. O amor é uma divisão. Amar é ceder espaço dentro do nosso peito. Amar é respeitar e ser respeitado. Procuro um amor simples. Mas repleto de surpresas. As melhores surpresas surgem de palavras simples. Dos atos dos quais sempre esperamos do outro e finalmente eles surgem. Vejo que estou apaixonado quando um simples - oi meu bem, é dito e da uma pontada no peito. A palavra se junta com a atitude e o olhar do ser e pronto. Estou apaixonado e depois amando e com os olhos brilhando, depois escrevo o nome da pessoa na mão e sinto falta de ar quando a vejo. Isto é viver bem. Isto é estar envolvido. Na vida o que buscamos? Amor? Felicidade? O que? Gosto da solidão e ao mesmo tempo ela me fere com um punhal. Temos que através de um relacionamento mostrar que somos necessários ao outro. Temos que avisar que adoramos ser amados. Então nos tornamos um só. Ao tornar-mos um só tudo pode ser vivido intensamente. Tudo tem outra cor. Tudo é valido. Andamos com nosso amor na chuva e sorrimos. Chegamos até a curtir uma dupla gripe… Qualquer programa com a pessoa amada é pura desculpa pra estar juntos. Somos muitos em duas pessoas apenas. Somos uma festa em uma sala pequena. Estou apaixonado… Isso basta. O mundo pode acabar que eu irei descobrir só daqui uns dias. Então como vou me pirar de amar? Será que é correto continuar fazendo isso?
Aaaai o amor!

...


...Volto logo.



Depois eu conto o que aconteceu... eu acho.
É só por um minuto.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Mamãe Eu Te Amo com todas as letras


Antes de saber o que é luz, o brilho dos olhos dela já pairava sobre mim. Antes de imaginar o que é amor, o sentimento devotado a mim acarretava a sensação de segurança e paz que me acalmava. Antes de entender o que é dor, ela já estava lá para lutar como uma leoa, tentando com unhas, pernas, braços, dentes evitar que algo me machuque. Antes de compreender o que era fome ou sede, era do seio dela que vinha minha fonte de vida. Antes mesmo que eu compreendesse o que é verdade, as palavras dela eram irrefutáveis. Antes mesmo que eu soubesse o que é admiração, via-a como uma heroína. Antes mesmo de entender o que é família, era nos braços dela que me sentia em casa. Antes de descobrir o mundo, percebi que tinha algo me amparando e me possibilitando seguir adiante.
Nas quedas, uma mão. No choro, um abraço. No desespero, palavras de conforto. No medo, força. Na angústia, tranqüilidade. Na dúvida, uma saída. Na dor, amizade. Na decepção, afago. Na alegria, companhia. Na vitória, admiração. No caminho, companhia. Nos anseios, investimento. Nos sonhos, fé. Na vida, presença, não tão constante mas estava sempre dentro de mim.
Não posso, nem poderei jamais retribuir esses anos todos de doação, de entrega e de amor incondicional. Não terei como cumprir as promessas feitas quando criança… Cresci, mãe, e hoje talvez eu não seja do jeito que a senhora sonhou. Hoje, talvez eu não seja o filho ideal e perfeito. Mas quem é perfeito??? Sei, vejo, percebo o quanto tens orgulho de mim e saiba que isso me permite seguir nesta vida de cabeça erguida (às vezes erguida demais, eu sei!). São tua força, teu apoio, tuas palavras, tua presença, enfim, que permitem que eu planeje e siga sonhando e conquistando e amadurecendo e crescendo…
Amanhã não é um dia qualquer. Amanhã será mais um aniversário dessa mulher que fez o Táilon que existe hoje, cheio de defeitos, mil retoques ainda por fazer, mas uma pessoa humana e feliz. Não posso dá-la o que mais quer, não posso presenteá-la com o que gostaria, mas posso publicizar a importância que ela tem em minha vida e eis aqui, dessa forma singela, a expressão do meu amor à minha Mãe mais voraz e fã número zero. Amo você, mãe!

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Sozinho


A gente se sente sozinho pelo menos um milhão de vezes na vida. Como na hora do parabéns, em que todo mundo canta aquela musiquinha de sempre, com uma empolgação, por vezes, forçada, e você fica feito bobo no meio da roda, morrendo de vergonha, torcendo pra acabar logo. Essa coisa de aniversário é esquisita. Espera-se por esse dia todo ano, mas depois que ele passa não muda muita coisa, de fato; você apenas se torna uma pessoa alguns presentes mais rica - isto quando se torna, claro. Vai dizer que não é algo mecânico? Que você realmente acredita que todas aquelas pessoas batendo palmas freneticamente te desejam muitas felicidades? Nada, só estão interessadas no seu bolo com calda de chocolate derretente, ou em colocar o máximo de brigadeiros no bolso, pra comer mais tarde, sozinho. No máximo, aquele seu amigo desde a segunda série ou os seus pais - que sabem que, se nem eles gostarem de você, quem é que vai gostar? E aí a gente se sente sozinho.
A solidão vem quando ninguém atende o telefone do outro lado. Ou quando atende, pra dizer que não vai poder te ver. E vem quando você não tem ninguém pra dividir a cereja que vem em cima do sorvete. Ou quando nem cereja vem no seu sorvete. Ela vem sozinha, porque solidão que é solidão nunca tá acompanhada.
Vem quando você assiste um filme abraçante e, quando se dá conta, tá com as mãos nas próprias costas. Quando você se pega conversando sozinho debaixo do chuveiro ou literalmente falando com as paredes do quarto. Ou num momento bonito, em que você chora por não ter com quem dividi-lo.
Mas você também sorri. Sorri duas vezes mais, milhões de vezes na vida do que se sente sozinho. Por vezes, nem se precisa de um motivo suficientemente bom; você sorri porque fica bem melhor assim.
Sorri quando você atende o telefone e alguém te chama pra tomar um sorvete numa segunda-feira à tarde. Ou quando toca uma música boa no rádio, e você dança sem perceber. Quando ganha uma flor, um bombom ou um beijo. Ou num momento tedioso, quando o celular toca e a mensagem diz que alguém te ama. Quando você recebe uma carta, lê um livro bom, assiste a um filme que te agrada. Você sorri quando sai com os amigos, porque não há como ser de outra maneira; sorri quando faz amigos. Sorri até sem querer, pra sufocar alguma coisa que já não te faz bem. Assim o faz porque te disseram que um sorriso melhora tudo, tanto pra quem o dá quanto pra quem o recebe. Mas você sorri principalmente quando faz alguém sorrir, porque daí vem a certeza de que já não se está mais sozinho.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Vinte e cinco


Hoje parei o tempo, limitei-me a beber café e a observar as pessoas a brincarem de formiga em um álacre mundo imaginário.Metade de mim mora em dias assim, com celeuma amarga, onde tudo se diz verdade.
…Em vinte e cinco segundos você vai ler tudo e entender tudo, chega de ler e reler, e ler e reler pra entender.Vinte e Cinco segundos é tempo sufuiciente pra muita coisa. Em vinte e cinco segundos os sinais de trânsito mudam de cor, é o tempo que dura um grito de gol num estádio lotado, o coração humano bate mais de vinte e cinco vezes e a luz já percorreu mais de sete milhões e meio de kilômetros. Em vinte cinco segundos um olhar já sabe reconhecer se é amor.
É na vigésima quinta hora que se tem a última hora do último dia do horário de verão, é o mínimo de horas que deveriam ter dias felizes que não se quer que termine nunca e as primeiras vinte e cinco horas de um casamento não são nada pra uma eternidade juntos.
Em vinte cinco dias, a lua já passou por todas as quatro fases, e um recém nascido de 25 dias mal abriu os olhos. Depois de vinte e cinco dias não suportamos mais a saudade de quem partiu e muito menos a saudade de casa depois de termos partido.
Em vinte e cinco semanas um bebê já chuta a barriga da mãe, já se passou meio ano e namorados já brigaram e fizeram as pazes vezes suficientes para perceber que fazer as pazes é ótimo, mas não brigar é melhor ainda.
Depois de vinte e cinco meses, o trabalho já virou rotina, o namoro já é mais que um relacionamento, paixão já se transformou em amor e um bebê já é quase um mocinho ou mocinha.
Em vinte e cinco anos já se viveu um quarto de século, que representa uma geração. Depois de vinte cinco anos e muitas lágrimas, sorrisos, dias de chuva e dias super ensolarados, muitos bons dias, boas tardes, boas noites, obrigado, desculpe e por favor, é bom ainda ser jovem e saber que há muito mais disso pra se viver…

…se Deus quiser.

domingo, 22 de fevereiro de 2009

É festa...é carnaval


Bogger's em geral ja postaram sobre o carnaval,
Nem precisa procurar muito pra achar algum relato...

E eu, não poderia ficar de fora.
Mas vou: ja li textos que atropelaram meu intelecto... tamanha eram as riquesas lá contidas.
Mas, deixo um simples recado para os que vão ou ja estão, "caindo na folia":

- Vá com calma e sabedoria, porquê ano que vem tem carnaval dinovo!

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Curriculum


Táilon, 24 Anos.
Nascido e criado em todo lugar (Sou pior que cigano)<Nada contra os Ciganos>
Extra Curricular:

Nunca trabalhei como dono de casa, garoto de programa, Pai, Tio, também nunca trabalhei como feiticeiro, ou auxiliar de marido com esposa carente. Mas já fui, monitor de informática, namorado, primo, irmão mais velho, conselheiro de colegas casadas, secretário e cobiçado(?)!Tenho poucas habilidades com matemática, com leis, com mulheres precisando literalmente de uma "mãozinha"

Por um minuto-Eu:

– Sinto frio na barriga cada vez que tenho que engolir meu orgulho e dar o braço a torcer por algum motivo. Sinto frio na barriga, toda vez que vejo a pessoa, por quem estou apaixonado, faz muito tempo que não me apaixono por alguém! Emagreço, porque perco totalmente a fome, quando estou apaixonado. Tenho muitas manias e hábitos feios, dos quais, obviamente, por serem feios, eu deveria me livrar deles, mas não consigo!Alguns, eu nem tento! Adoro dormir, embora troque uma boa cama por uma noitada divertida, gosto de internet e gente sincera, mas internet e gente sincera não combinam, então, prefiro só gente sincera. Também não sou muito ligado as coisas (nada ligado), não gosto de passar vontade, ao que diz respeito aos meus "big mac’s" e "hot-dog’s" etc.Gosto de vinho a amarula, mas, só tenho tomado cerveja ultimamente, mas não gosto de gente bêbada que fica cuspindo em você enquanto fala!
Sou responsável, quando algo me convém, por exemplo, se eu vou procurar, emprego, obviamente, não chegarei um segundo atrasado, mas isso também não significa que eu tenha ido dormir cedo no dia anterior!
Sou tímido, quando me encostam na parede (muita gente vai rir, desse meu TIMIDO).Sou tímido, para falar sobre algumas coisas bobas e muito desinibido para outras…
Abomino mesmo a hipocrisia, a falsidade, a falta de caráter e de vergonha na cara, o tal do "diz-que-me-diz" me irrita profundamente, e o "leva e trás" qualquer dia me infarta, detesto quase todas as pessoas que se aproximam, porque sei que mais da metade delas (pelo menos 68%) têm algum interesse…Falsas!
Gosto muito de ganhar beijo, na bochecha, carinhoso, seja de quem for, carinho é bom demais! Abraço de urso, apertado, dos amigos, daquelas pessoas que você morre de saudade…Bom demais…
Roupa nova, celular novo, namorada velha, sapato novo, carteira velha, pc velho, pente velho, perfume novo, adesivos novos, amigos velhos e novos, e sempre e muitos e AMIGOS é bom demais!!!
Estou ansioso para arrumar uma namorada nova, estou ansioso para mudar de apartamento, estou ansioso para ser feliz, para viver mais independentemente!Sou ansioso, e quando fico ansioso como muito, como de tudo e tudo!
Adoro ratos e ramster e não tenho medo de barata, formiga, abelha, mosquito, cobra, Mulher, bicho de pé, cavalo, agulha, etc…Mas não consigo respirar com uma lagartixa a menos de 1 km de mim!
Tenho saudades inusitadas que não são constantes, nem bregas, que são leves e simplórias,vez ou outra da uma agulhadinha no peito, que moe e retorce e desafina a palavra. Mas passa, tudo passa.
Tenho a paciência de um anjo, mas a inquietude de um neném, sou muito inquieto, não me ensinaram a esperar e acalentar!Poucas vezes brigo com alguém, poucas, que chegam, a ser raras, mas se isso acontecer, pode ter certeza que essa briga não vai acabar tão cedo!
Não guardo rancor, nem ódio de ninguém, mas, sou capaz de passar anos sem trocar uma palavra com determinada pessoa, pelo simples fato de que sou orgulhoso!
Tenho, lógico milhares de defeitos, sou orgulhoso, possessivo, teimoso, chato, mimado, burro, larapio, falante demais, irritante demais, insistente demais etc etc etc…..Mas também sou meigo, as vezes, sou sincero sempre, adoro ajudar as pessoas, tenho um bom coração (eu acho), dou valor as pessoas (ou não?) etc.
O importante é que sou feliz assim, assado, aquilo, aquilo outro, etc e tal e é isso aí….