quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Mamãe Eu Te Amo com todas as letras


Antes de saber o que é luz, o brilho dos olhos dela já pairava sobre mim. Antes de imaginar o que é amor, o sentimento devotado a mim acarretava a sensação de segurança e paz que me acalmava. Antes de entender o que é dor, ela já estava lá para lutar como uma leoa, tentando com unhas, pernas, braços, dentes evitar que algo me machuque. Antes de compreender o que era fome ou sede, era do seio dela que vinha minha fonte de vida. Antes mesmo que eu compreendesse o que é verdade, as palavras dela eram irrefutáveis. Antes mesmo que eu soubesse o que é admiração, via-a como uma heroína. Antes mesmo de entender o que é família, era nos braços dela que me sentia em casa. Antes de descobrir o mundo, percebi que tinha algo me amparando e me possibilitando seguir adiante.
Nas quedas, uma mão. No choro, um abraço. No desespero, palavras de conforto. No medo, força. Na angústia, tranqüilidade. Na dúvida, uma saída. Na dor, amizade. Na decepção, afago. Na alegria, companhia. Na vitória, admiração. No caminho, companhia. Nos anseios, investimento. Nos sonhos, fé. Na vida, presença, não tão constante mas estava sempre dentro de mim.
Não posso, nem poderei jamais retribuir esses anos todos de doação, de entrega e de amor incondicional. Não terei como cumprir as promessas feitas quando criança… Cresci, mãe, e hoje talvez eu não seja do jeito que a senhora sonhou. Hoje, talvez eu não seja o filho ideal e perfeito. Mas quem é perfeito??? Sei, vejo, percebo o quanto tens orgulho de mim e saiba que isso me permite seguir nesta vida de cabeça erguida (às vezes erguida demais, eu sei!). São tua força, teu apoio, tuas palavras, tua presença, enfim, que permitem que eu planeje e siga sonhando e conquistando e amadurecendo e crescendo…
Amanhã não é um dia qualquer. Amanhã será mais um aniversário dessa mulher que fez o Táilon que existe hoje, cheio de defeitos, mil retoques ainda por fazer, mas uma pessoa humana e feliz. Não posso dá-la o que mais quer, não posso presenteá-la com o que gostaria, mas posso publicizar a importância que ela tem em minha vida e eis aqui, dessa forma singela, a expressão do meu amor à minha Mãe mais voraz e fã número zero. Amo você, mãe!

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Sozinho


A gente se sente sozinho pelo menos um milhão de vezes na vida. Como na hora do parabéns, em que todo mundo canta aquela musiquinha de sempre, com uma empolgação, por vezes, forçada, e você fica feito bobo no meio da roda, morrendo de vergonha, torcendo pra acabar logo. Essa coisa de aniversário é esquisita. Espera-se por esse dia todo ano, mas depois que ele passa não muda muita coisa, de fato; você apenas se torna uma pessoa alguns presentes mais rica - isto quando se torna, claro. Vai dizer que não é algo mecânico? Que você realmente acredita que todas aquelas pessoas batendo palmas freneticamente te desejam muitas felicidades? Nada, só estão interessadas no seu bolo com calda de chocolate derretente, ou em colocar o máximo de brigadeiros no bolso, pra comer mais tarde, sozinho. No máximo, aquele seu amigo desde a segunda série ou os seus pais - que sabem que, se nem eles gostarem de você, quem é que vai gostar? E aí a gente se sente sozinho.
A solidão vem quando ninguém atende o telefone do outro lado. Ou quando atende, pra dizer que não vai poder te ver. E vem quando você não tem ninguém pra dividir a cereja que vem em cima do sorvete. Ou quando nem cereja vem no seu sorvete. Ela vem sozinha, porque solidão que é solidão nunca tá acompanhada.
Vem quando você assiste um filme abraçante e, quando se dá conta, tá com as mãos nas próprias costas. Quando você se pega conversando sozinho debaixo do chuveiro ou literalmente falando com as paredes do quarto. Ou num momento bonito, em que você chora por não ter com quem dividi-lo.
Mas você também sorri. Sorri duas vezes mais, milhões de vezes na vida do que se sente sozinho. Por vezes, nem se precisa de um motivo suficientemente bom; você sorri porque fica bem melhor assim.
Sorri quando você atende o telefone e alguém te chama pra tomar um sorvete numa segunda-feira à tarde. Ou quando toca uma música boa no rádio, e você dança sem perceber. Quando ganha uma flor, um bombom ou um beijo. Ou num momento tedioso, quando o celular toca e a mensagem diz que alguém te ama. Quando você recebe uma carta, lê um livro bom, assiste a um filme que te agrada. Você sorri quando sai com os amigos, porque não há como ser de outra maneira; sorri quando faz amigos. Sorri até sem querer, pra sufocar alguma coisa que já não te faz bem. Assim o faz porque te disseram que um sorriso melhora tudo, tanto pra quem o dá quanto pra quem o recebe. Mas você sorri principalmente quando faz alguém sorrir, porque daí vem a certeza de que já não se está mais sozinho.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Vinte e cinco


Hoje parei o tempo, limitei-me a beber café e a observar as pessoas a brincarem de formiga em um álacre mundo imaginário.Metade de mim mora em dias assim, com celeuma amarga, onde tudo se diz verdade.
…Em vinte e cinco segundos você vai ler tudo e entender tudo, chega de ler e reler, e ler e reler pra entender.Vinte e Cinco segundos é tempo sufuiciente pra muita coisa. Em vinte e cinco segundos os sinais de trânsito mudam de cor, é o tempo que dura um grito de gol num estádio lotado, o coração humano bate mais de vinte e cinco vezes e a luz já percorreu mais de sete milhões e meio de kilômetros. Em vinte cinco segundos um olhar já sabe reconhecer se é amor.
É na vigésima quinta hora que se tem a última hora do último dia do horário de verão, é o mínimo de horas que deveriam ter dias felizes que não se quer que termine nunca e as primeiras vinte e cinco horas de um casamento não são nada pra uma eternidade juntos.
Em vinte cinco dias, a lua já passou por todas as quatro fases, e um recém nascido de 25 dias mal abriu os olhos. Depois de vinte e cinco dias não suportamos mais a saudade de quem partiu e muito menos a saudade de casa depois de termos partido.
Em vinte e cinco semanas um bebê já chuta a barriga da mãe, já se passou meio ano e namorados já brigaram e fizeram as pazes vezes suficientes para perceber que fazer as pazes é ótimo, mas não brigar é melhor ainda.
Depois de vinte e cinco meses, o trabalho já virou rotina, o namoro já é mais que um relacionamento, paixão já se transformou em amor e um bebê já é quase um mocinho ou mocinha.
Em vinte e cinco anos já se viveu um quarto de século, que representa uma geração. Depois de vinte cinco anos e muitas lágrimas, sorrisos, dias de chuva e dias super ensolarados, muitos bons dias, boas tardes, boas noites, obrigado, desculpe e por favor, é bom ainda ser jovem e saber que há muito mais disso pra se viver…

…se Deus quiser.

domingo, 22 de fevereiro de 2009

É festa...é carnaval


Bogger's em geral ja postaram sobre o carnaval,
Nem precisa procurar muito pra achar algum relato...

E eu, não poderia ficar de fora.
Mas vou: ja li textos que atropelaram meu intelecto... tamanha eram as riquesas lá contidas.
Mas, deixo um simples recado para os que vão ou ja estão, "caindo na folia":

- Vá com calma e sabedoria, porquê ano que vem tem carnaval dinovo!

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Curriculum


Táilon, 24 Anos.
Nascido e criado em todo lugar (Sou pior que cigano)<Nada contra os Ciganos>
Extra Curricular:

Nunca trabalhei como dono de casa, garoto de programa, Pai, Tio, também nunca trabalhei como feiticeiro, ou auxiliar de marido com esposa carente. Mas já fui, monitor de informática, namorado, primo, irmão mais velho, conselheiro de colegas casadas, secretário e cobiçado(?)!Tenho poucas habilidades com matemática, com leis, com mulheres precisando literalmente de uma "mãozinha"

Por um minuto-Eu:

– Sinto frio na barriga cada vez que tenho que engolir meu orgulho e dar o braço a torcer por algum motivo. Sinto frio na barriga, toda vez que vejo a pessoa, por quem estou apaixonado, faz muito tempo que não me apaixono por alguém! Emagreço, porque perco totalmente a fome, quando estou apaixonado. Tenho muitas manias e hábitos feios, dos quais, obviamente, por serem feios, eu deveria me livrar deles, mas não consigo!Alguns, eu nem tento! Adoro dormir, embora troque uma boa cama por uma noitada divertida, gosto de internet e gente sincera, mas internet e gente sincera não combinam, então, prefiro só gente sincera. Também não sou muito ligado as coisas (nada ligado), não gosto de passar vontade, ao que diz respeito aos meus "big mac’s" e "hot-dog’s" etc.Gosto de vinho a amarula, mas, só tenho tomado cerveja ultimamente, mas não gosto de gente bêbada que fica cuspindo em você enquanto fala!
Sou responsável, quando algo me convém, por exemplo, se eu vou procurar, emprego, obviamente, não chegarei um segundo atrasado, mas isso também não significa que eu tenha ido dormir cedo no dia anterior!
Sou tímido, quando me encostam na parede (muita gente vai rir, desse meu TIMIDO).Sou tímido, para falar sobre algumas coisas bobas e muito desinibido para outras…
Abomino mesmo a hipocrisia, a falsidade, a falta de caráter e de vergonha na cara, o tal do "diz-que-me-diz" me irrita profundamente, e o "leva e trás" qualquer dia me infarta, detesto quase todas as pessoas que se aproximam, porque sei que mais da metade delas (pelo menos 68%) têm algum interesse…Falsas!
Gosto muito de ganhar beijo, na bochecha, carinhoso, seja de quem for, carinho é bom demais! Abraço de urso, apertado, dos amigos, daquelas pessoas que você morre de saudade…Bom demais…
Roupa nova, celular novo, namorada velha, sapato novo, carteira velha, pc velho, pente velho, perfume novo, adesivos novos, amigos velhos e novos, e sempre e muitos e AMIGOS é bom demais!!!
Estou ansioso para arrumar uma namorada nova, estou ansioso para mudar de apartamento, estou ansioso para ser feliz, para viver mais independentemente!Sou ansioso, e quando fico ansioso como muito, como de tudo e tudo!
Adoro ratos e ramster e não tenho medo de barata, formiga, abelha, mosquito, cobra, Mulher, bicho de pé, cavalo, agulha, etc…Mas não consigo respirar com uma lagartixa a menos de 1 km de mim!
Tenho saudades inusitadas que não são constantes, nem bregas, que são leves e simplórias,vez ou outra da uma agulhadinha no peito, que moe e retorce e desafina a palavra. Mas passa, tudo passa.
Tenho a paciência de um anjo, mas a inquietude de um neném, sou muito inquieto, não me ensinaram a esperar e acalentar!Poucas vezes brigo com alguém, poucas, que chegam, a ser raras, mas se isso acontecer, pode ter certeza que essa briga não vai acabar tão cedo!
Não guardo rancor, nem ódio de ninguém, mas, sou capaz de passar anos sem trocar uma palavra com determinada pessoa, pelo simples fato de que sou orgulhoso!
Tenho, lógico milhares de defeitos, sou orgulhoso, possessivo, teimoso, chato, mimado, burro, larapio, falante demais, irritante demais, insistente demais etc etc etc…..Mas também sou meigo, as vezes, sou sincero sempre, adoro ajudar as pessoas, tenho um bom coração (eu acho), dou valor as pessoas (ou não?) etc.
O importante é que sou feliz assim, assado, aquilo, aquilo outro, etc e tal e é isso aí….

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Abrace esta Causa

ENQUANTO



A COR DA PELE



FOR



MAIS IMPORTANTE



QUE A DOS OLHOS,



HAVERÁ GUERRA!


















ABRACE ESTA CAUSA




DIGA NÃO AO PRECONCEITO RACIAL






O cancer do Mundo


- Vou ser muito breve pois não temos mais tempo.


- Socorram-no!


O Mundo está com Cancer!

Nunca se viu um tumor com evolução tão rápida e com efeito devastador como tem ocorrido com o planeta.

Foi identificado como sendo muito poderoso e deram nome, POLUIÇÃO.

É maligno mas se operado imediatamente, tem cura.

Ele está nas nossas mãos.

Precisamos de doadores do tipo "O2+p" (Oxigenio puro).

Crtifique-se de que seu carro está com o motor regulado - isto permitirá que ele funcione com maior eficiência e gere menos gases nocivos;
Cminhe ou ande de bicicleta quando puder - dirigir o carro gera mais gases estufa do que praticamente qualquer outra coisa que se faça;
Recicle - o lixo que não é reciclado acaba em um aterro, gerando metano; além disso, produtos reciclados requerem menos energia para ser produzidos do que produtos feitos do zero;
Plante árvores e outras plantas onde puder - as plantas tiram o CO2 do ar e liberam oxigênio;
Não queime o lixo - isto lança CO2 e hidrocarbonetos para a atmosfera.

O nivel de CO2 está elevando rapidamente e isso trará consequencias gravissimas.

Aumento do fluxo dos oceanico, entre varios outros que se eu citar agora pode ser tarde demais.



Até beve... Vou começar a cirurgia, e fazer o que puder para salva-lo.

Preciso de todo apoio que puder dar.

Espero voltar com boas noticias em um futuro bem proximo.



... Se Houver futuro.

A loja dos concertos

A loja ficava bem escondida, no fundo de uma galeria. Não tinha letreiro na porta, nem mostruário na vitrine. Ninguém que passasse por ali distraído saberia do precioso serviço prestado naquelas instalações tão simples. O proprietário era o primeiro a não fazer questão de alarde, talvez por um excesso de modéstia, talvez por sabedoria.
Não precisei bater na porta: ela se abria com facilidade, era daquelas de vai-e-vem que facilitam a vida de quem passa — nem precisa virar pra trás pra fechar.
Atrás do balcão estava um homem comum, que não parecia esperar ninguém. Depositei um pacotinho à sua frente e disse, sem pensar duas vezes:
— Vim ver se tem conserto.
O especialista abriu o pacote com cuidado e espiou. Falou com conhecimento de causa.
— Alguém já andou mexendo aqui.
Perdi a graça. Pensei, numa fração de segundo: “Por que é que sou sempre tão enxerido?”
— Fui eu. Estraguei de vez? Tem jeito?
O homem riu da minha confissão.
— Sempre tem jeito, mas seria bem mais fácil se vocês não tentassem sempre resolver tudo sozinhos. Um pouco de humildade é lucro, sabe? Economiza tempo.
Continuei sem-jeito, mas aliviado.
— Que é que precisa fazer?
— Bom, tem muita coisa fora do lugar. Na verdade, tem partes sobrando que nem deveriam estar aqui. Sei lá onde você arrumou isso, mas… vou ter que jogar umas peças fora. Depois, com jeitinho, ele volta a funcionar perfeitamente, sem atrasos, sem adiantamentos, sem pulos. Posso fazer o serviço?
— Quanto tempo leva?
— Aí vai depender tanto de você quanto de mim… é um trabalho interativo. Vamos começar? — Já que estou aqui… podemos fazer o serviço. Estou precisando muito dele, mesmo…
Fiquei observando o trabalho minucioso. Com muita suavidade, ele tirou uma pecinha e jogou fora com cara de azedo.
Não agüentei a curiosidade:
— Que pedaço era esse?
— Desconfiança. Sempre esteve aí ou apareceu depois?
Fiquei encabulado.
— Depois — murmurei.
— Só presta pra enferrujar. E passa azinhavre pro resto.
— Ahn. Tá bom.
— Nossa! Isso aqui tá precisando de lubrificação urgente…
— É? O que?
— O dispositivo da entrega. Você não percebeu?
— Acho que não, mas agora, que você falou….
Não pude deixar de dar um sorrisinho. Que cara habilidoso!
— Tem um pedaço aqui que tá muito grande… todo aparelho desses tem, mas esse aqui tá ocupando muito espaço.
— Dá pra diminuir?
— Dá, mas eu preciso que você vá tirando aos pedacinhos. Consegue?
— Acho que sim. Você me ajuda?
— Estou aqui pra isso.
Assim, fomos quebrando a gigantesca porção de medo em pequenas partes e jogando num cinzeiro. O moço continuou:
— E tem outra coisa: vamos ter que injetar mais combustível, aqui… auto-estima… eu tenho de reserva… posso emprestar até você restaurar a sua produção natural.
— Puxa. Obrigado!
— Ele até que não está tão mal… reage logo aos acertos, tá vendo? Já está dando sinais de bom funcionamento… estou vendo uma descarga de entusiasmo aqui mesmo!
Ruborizei.
— É, tá melhorando, mesmo… tá parecendo outro!
— Outro nada, tá parecendo com o que sempre foi. Posso dar uma caprichada pra finalizar?
— Claro, eu estou por sua conta…
— Ok. Uma caixinha de poesia a mais… outra de prazer… mais uma só, que não é todo mundo que usa: desapego. Torna tudo muito mais fácil. Fica de reserva, se você achar que pode usar…
— Prometo que vou tentar. Está uma beleza! Nunca pensei que fosse ver esse coração inteiro de novo… já ia desistir dele… como eu posso agradecer? Quanto custa?
— Nada. Não custa nadinha, e também não precisa agradecer… bom proveito e use com generosidade.
— Obrigado, mais uma vez. Tudo de bom pra você!
Saí da loja esfuziante, de coração novo. Já estava quase na calçada, quando me dei conta da burrice. Que é que eu faço com ele agora?
Dei meia volta e quando cheguei à loja agradeci a Deus pela porta de vai-e-vem.
O homem estava lá, me olhando.
Coloquei o pacotinho nas mãos dele.
— Toma pra você!
Ele deu uma risada.
— Dessa vez o serviço foi perfeito.
Foi até um armário, pegou um pacotinho e me mostrou um coração com remendos, colagens, caixinhas e combustível bem parecidos com os meus…
— Toma esse aqui. É o meu. Estava esperando alguém disposto a trocar.

Autor desconhecido.

POor um minuto-Eu

Já andei descalço na rua, já tomei banho de chuva… E peguei uma baita gripe. Já fiz palhaçada pra criança sorrir, já dei bronca no meu pai… E me senti culpado. Já me entupi de bobagens na hora do jantar.
Já disse não querendo dizer sim e vice versa. Já voei, andei a cavalo, de bicicleta. Já cantarolei na rua, contemplei o pôr-do-sol. Já chorei no chão do banheiro até acabar as lagrimas, já toquei um porre de não lembrar nada no dia seguinte…
Já tive paixões que seriam pra sempre… E vi que nada é tão pra sempre. Já disse que nunca mais amaria…Mudei de idéia no amor seguinte. E vi que muitos nem amor foram… Mas já amei da forma mais pura e verdadeira…
Já fiz sexo, já fiz amor… E conclui que o melhor é sexo com amor. Já gritei e briguei… Descobri que o melhor é conversar. Já pintei o cabelo de várias cores, já fui careca, já sonhei em ser artista…
Já chorei em comédias, não tive um filho mas plantei uma árvore e escrevo… Não um livro, mas para desabafar, para mim mesmo. Já quis morrer e já tentei realmente morrer… Aprendi que a vida é a melhor das escolhas.
Já menti que estava doente para faltar ao trabalho e ficar em casa fazendo nada. Já viajei com apenas uma mochila e quase nenhum dinheiro e acampei porque não tinha o R$ fo hotel. Já engoli muitos sapos… Mas já virei a mesa também. Já briguei sem ter razão… E aprendi a pedir perdão. Já provei novos sabores e ouvi novos ritmos. Já disse mentiras necessárias e verdades completamente dispensáveis. Já fui magoado… E já magoei. Já tirei conclusões pela “primeira impressão”.
Já tive muitos amigos…Hoje tenho vários conhecidos e poucos amigos. Já me decepcionei com alguns, e alguns já me decepcionaram. Já esperei muito das pessoas, e conclui que o melhor é não esperar nada. E mesmo assim acredito nas pessoas.
Já caminhei na rua sem destino. Já mudei trajetos, simplesmente por mudar. Já tomei sorvete no inverno e sopa no verão. Já tive verdades e certezas absolutas… Depois vi que nada é tão absoluto até o próximo instante.
Já chorei em público, já tive crises de ciúmes, já fui penetra em festas. Já me senti só na multidão e acompanhado quando estava apenas comigo mesmo… Já lagartiei no sol, já fiz trocas das quais me arrependi… E já me arrependi por não trocar… Já quebrei barreiras e levantei outras… Já criei pontes e muros. Já achei que tinha vivido tudo… depois descobri que quero mais… Muito mais.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

O ferreiro







Conesso que cai em lagrimas ao ler este...
Querendo ou não, precisamos de algo pra segurar... e Deus é a melhor opão...
Havia um ferreiro que apos uma vida de excessos, decidiu consagrar sua vida a Deus.
Durante muitos anos trabalhou com afinco, pratuicou a caridade, mas, apesar de toda sua dedicação nada parecia dar certo em sua vida.
Muito pelo contrário, seus problemas e duviudas acumulavam-se cada dia mais.
Uma bela tarde, um amigo q1ue o visitara, e que se compadeia de sua situação dificil, comentou:

-É realmente estranho que, justamente depois que você decidiu se tornar um homem temente a Deus, sua vida começou a piorar.
Eu não desejo enfraquecer sua fé mas apesar de toda sua crença no mundo espiritual, nada tem melhorado.
O ferreiro não respondeu imediatamente.
Ele havia pensado nisso muitas vezes sem entender o que acontecia em sua vida.
Entetanto como não queria deichar o amigo sem resposta, encontrou uma explicação.
Eis que o ferreiro disse:
- Eu recebo nesta oficina o aço ainda não trabalhado e preciso transforma-lo em espadas.
Você sabe como isto é feito?
Primeiro eu aqueço a chapa num calor absurdo, até que ela fique vermelha.
- Em seguida sem qualquer piedade, eu pegoo martelo mais pesado e aplico golpes até que a peça adiquira a forma desejada.
- Logo ela é mergulhada num balde de agua fria que a oficina inteira se enche com o borbulho do vapor.
- Tenho que reperir este processo até conserguir a espada percfeita;
- Uma vez apenas não é o suficiente.

O ferreiro deu uma longa pausa, pensou e continuou:
- As vezes, o aço que chega até a minha mão não consegue aguentar esse tratamento.
O calor, as marteladas e a agua fria terminam por enchê-lo de rachaduras.
Eu sei que jamais se transformara numa lamina de espada.
Então eu simplesmente o coloco num monte de ferro velho que você viu na estrada da minha ferraria.
Mais uma pausa e o ferreiro concluiu:
- Sei que Deus está me colocando no fogo das aflições.
Tenho aceito as marteladas que a vida me da, e às vezes me sinto tão frio e incencivel como a agua que faz sofrer o aço.

Mas a única coisa que é:
Meu Deus, não desista, até que eu consiga tomar a forma que p senhor quer de mim.
Tente da maneira que achar melhor pelo tempo que quiser, mas jamais me coloque no monte de erro velho das almas.

Deus quer fazer de você uma pessoa melhor...
Não se preocupe com as marteladas da vida, ou as provas de fogo a que é submetido.
Ele está trabalhando seu caráter.

Ainda bem, que Ele nunca vai desistir de nós !

Autor desconhecido.




Uma boa semana.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Trechos do livro: A ladeira da Saudade Ganymédes José


5ª Edição - 1983

Quem foi Gonzaga? Quem foi Dorotéia? E onde estão... agora?" Fez uma pausa, pensou mais um pouco e acrescentou, finalizando: "E quem será... Dirceu?" Deitada na cama de cabeceira alta, Lília mordia a ponta da esferográfica. À sua volta, paredes de reboco grosso, pintadas a cal, e forro de tábuas largas. Assim era o quarto na casa de sua tia, em Ouro Preto, onde a menina passava as férias. Um guarda-roupa pesado, tapete de crochê, e janelões fechados para a rua. Tão diferente de São Paulo, do mundo onde Lília vivia! Em casa de tia Ninota cada peça tinha um significado especial. Em cada detalhe sentia-se a presença de mãos trabalhando, tecendo, pintando, costurando. Lá fora caía a chuva, lavando a ruas para o dia seguinte. Chuva de verão. O relógio da sala ainda não havia batido dez e meia. E Lília estava ali. Pensamento perto, pensamento longe, o diário à sua frente. Lília espera encontrar Dirceu. A lembrança dos amantes da Inconfidência ecoa: puro e forte é o amor revivido no cenário de hoje, revelando episódios do Brasil Colonial.


Foi então que ela viu, no palco, encostado na cortina da direita, um fantoche com a cabeça caída. Parecia adormecido. Tinha peruca branca, jaleco de veludo verde-garrafa, gravata fofa de pintas azuis, calções negros e sapatos de fivela de ouro. Atraída, Lília aproximou-se dele. Quando, porém, ia erguendo a mão para acariciá-lo, o boneco levantou a cabeça, esfregou os olhos e espreguiçou-se. Olhando para ela, declamou:
"Pintam, Marília, os poetasa um menino vendado,com uma aljava de setas,arco empunhado na mão;ligeiras asas nos ombros,o tenro corpo despido,e de Amor ou de Cupidosão os nomes que lhe dão." Lília arregalou os olhos. Que linda poesia! Abriu a boca para perguntar por que o fantoche a estava recitando. O fantoche, porém, de braços abertos, continuou:
"Porém, Marília, nego,que assim seja Amor, pois elenem é moço nem é cego,nem setas nem asas tem.Ora pois, eu vou formar-lheum retrato mais perfeito,que ele já feriu meu peito:por isso o conheço bem." O coração de Lília batia disparado! Aquele fantoche tinha feito a poesia... para ela? [...] Com um movimento rápido, o fantoche abaixou-se e encostou os lábios no rosto de Lília, como se lhe roubasse um beijo...



A aiterarura é explendida.

Falta Cobertura


Amanhaci achando que tudo estaria bem como sempre, mas a cara do dia num me foi la "gande coisa".

Poque será que as veses a gente acorda sem gostar do dia?

Poderia ter ficado na cama e evitar aborrecer os demais com minha indignação, talvez, imaginaria, pois quem garante que o problema é comigo!

Levantei preocupado com alguma coisa que não sei!

-Claro que nunca deixo tranparecer minha auto insatisfação.

Mas aqui eu posso... Acabou o dia e torço pra que o amanhã seje satisfatório.

Talvez seje a Segunda Feira a me espantar mas... vamos esperar até Sexta pra ver o que acontece.

Mas ta faltando alguma coisa...

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Soluço



Sinto-me na obrigação de advertir: se você assistiu ao filme O Menino Maluquinho e não gostou nem um pouco daquela ruidosa guerra disputada sob os lençóis, melhor parar por aqui. Depois não vá dizer que eu não avisei que ia falar merda.
Ele era o tocador do violão e foi logo atraído por sua presença, talvez despertado pelo som ritmado dos punhos roçando no armador. Não precisou mais que isso para criar fantasias. O oitavo andar era o céu.
— Lei da paz! Inutilidade! Por que não nos ocuparmos de leis mais proveitosas? Por exemplo, a lei da meia-noite... A partir dessa hora, ficam os animais proibidos de usar os bebedouros...
Eu fico no chão frio da cozinha pensando nos dias que talvez não virão. Fico imaginando encontros, poemas, músicas, pinturas, parques, teatros, livros, pontes... qual ponte devo atravessar para chegar ao seu coração?
Antes nada disso era preocupação, a vida consistia apenas em receber beijinhos da mãe, quentes, mornos, feito leitinho saído do fogo. Tudo isso sem pressa, sem tempo, sem horário de trabalho e, melhor de tudo, sem banho para ir ao colégio.
Ontem eu tive um sonho. Um sonho colorido. No céu azul da cor do céu, surgiu um nítido e enorme arco-íris que rasgava o azul assim como meus lábios rasgavam um sorriso na minha boca. Parecia feliz... Aprendi a perceber as simplicidades que vida nos oferece. Está ali a todo momento, basta você enxerga-las.
Engraçado como a vida muda... a minha mudou quase indescritivelmente e por instantes cheguei até pensar que não me adaptaria a nova vida.
Dez a quinze por cento das pessoas não conseguem se adaptar à mudança; e o restante levam muito tempo para engolir o sol mais cedo, amargo que nem um tablete de redoxon, cebion, energil C...
Não entendo ainda por que ainda olham com um olharzinho de deboche e desprezo? Só pode ser inveja! E luta de classes também!
Talvez fosse melhor se ainda eu fosse um menino. Mas ainda não abandonei este cargo. Para amenizar esta suposta "falha", tento decifrar o que eu tinha de melhor: a inteligência ou ambicidade.