quarta-feira, 18 de novembro de 2009

A Mulher Perfeita 2





Certa vez recebi um e-mail que se referia A mulher Perfeita: Gostei tanto que postei. E como muitos homens – eu acredito que as mulheres também façam isto uma vez na vida – peguei-me pensando, alguns dias atrás, em como seria a mulher perfeita…
Não aquela Angelina Jolie, que não conhecemos e que todos queremos comer, mas a companheira ideal, lembra? Aquela pra se conviver por uma vida ou mais… será que existe? Claro que todos fazemos das nossas experiências anteriores a base para a nossa mulher perfeita – cada um com a sua, pois a minha não divido com ninguém.

A cada namorada, a cada mulher que conhecemos levamos algo conosco, senão algo que gostamos, pelo menos temos a certeza do que não queremos para nós; e isso é muito mais importante.
Companheiras todas são, cada uma à sua maneira… Então o que faria de uma mulher “comum” a minha perfeita? Sim, os olhos verdes e os cabelos Louros (naturais, de preferência), que sempre idolatrei fariam parte dela… pele branquinha; nem muito gorda, nem muito magra; deveria ser baixinha – não tem como eu, de 1,70m querer uma mulher de 1,90m do meu lado… peito e bunda, se não fosse pedir demais – mas nunca é demais por ser perfeita… boca de veludo, um perfume que embriaga e olhos que transmitem confiança… e seneridade. Não precisa saber escutar, porque eu não falo muito, mas precisa ter idéia do que eu estou falando; concordar e discordar é o de menos, mas tem que ter idéias próprias, opinião… isso me faria acreditar que ela me escolheu por algum motivo – lógico ou ilógico. É… inteligência faz parte da minha mulher perfeita; mas não apareça uma intelectualóide, devoradora de livros, que saiba e só saiba falar de Gabriel Garcia Marquez, que tenha lido Marx em três diferentes línguas, das mostras de cinema francês que já vira, ou das obras de Renoir, Picasso e Rembrandt. Prefiro uma que saiba apenas diferenciar um quadro de Picasso de uma escultura de Michelangelo, aquela que quase implora para eu acompanhá-la a uma comédia romântica no cinema, pra ficar de mãos dadas com ela e achar aquilo, como diria uma amiga… fofo. Sim, uma que saiba indicar Madagascar, Deu a Louca na Chapeuzinho, Shrek ou Nemo, porque são engraçados e, ao mesmo tempo, são inteligentes, sem cair no ‘boring’ das películas francesas. Ela me chama para assistir O Poderoso Chefão à noite, e não acabamos de assistir, pois o clima esquenta quando Marlon Brando é baleado.
A mulher perfeita é aquela que curte festas, gosta de ir acompanhada e se diverte assim; quer liberdade para dançar, mas dança só para mim… todos olham admirados para o jeito desinibido dela dançar e ela não liga, pois geralmente está de olhos fechados ou encarando os meus; não tem medo das críticas alheias, pois sabe que só criticam aqueles que têm inveja e não podem fazer igual. Ela gosta de música eletrônica, se requebra como louca com qualquer bate-estaca mas, em casa, prefere ouvir minha interpretação de Bruno & Marrone aos sussurros em seu ouvido. É aquela que pode não entender, mas respeita minhas amizades e compreende a vontade de sair apenas com eles de vez em quando; ela não exige, mas tem e aproveita o direito de sair sozinha também.
Ela gosta de Rum Montila, a despeito do que diz qualquer sommelier… toma champagne italiana em taça de metal, comprada em uma feira de garagem de uma igreja por R$3,00, U$2,00 ou £1,00. É a que brinda olhando nos meus olhos, enxergando minha alma e sabendo, mesmo sem eu dizer, que meu amor por ela não tem fim, pois meus olhos dizem essas coisas. Ela é independente, mas precisa de carinho; é aquela que gosta de ter o próprio espaço mas, mesmo brigados, dormimos abraçados, de conchinha ou com a cabeça no meu peito; e eu não canso de afagar os seus cabelos, mesmo que ela esteja dormindo há mais de meia hora; ela não tem medo do hálito matutino, sabe que a amo e não é o gosto de guarda-chuva que vai atrapalhar um beijo de bom-dia…
A mulher perfeita tem uma árvore… aquela velha árvore da rua, que tem flores grandes e brancas e toda vez que ela sai de casa, tem que passar ao lado e tocar o tronco, como quem pede uma benção. Ela tem um amor grande pela natureza, entende os animais e o sofrimento nas marcas das plantas… e, sem parecer piegas, se compadece disso. Eu penso até que ela entende melhor os animais que a mim, mas isso não me importa pois os animais vão até ela e ela vem até mim. Não se dá bem com a tecnologia; tudo parece ter curtos-circuitos nas mãos dela; tem um celular de última geração para apenas tirar fotografias; e ela ama tirar fotos, mas não de aparecer nas mesmas.
Tem que gostar de esportes, entende muito mais que eu, mas não é fanática por isso; pratica sua meditação enquanto eu tomo banho, ou mesmo na manhã que eu durmo até mais tarde. Alonga-se, deliciosamente, ao acordar e faz uma “massagem” incomparável para eu dormir. E, mesmo quando estou dormindo, ela me acorda, me seduz – e como ela sabe provocar...
Não fala “eu te amo” desde nosso primeiro beijo, pois não sentia isso naquela hora… sabe que uma paixão se transforma em amor com o tempo, mas que o amor nunca acaba, podendo se transformar em cumplicidade, em fraternidade… ela sabe que não se pode explicar o amor, que podemos apenas senti-lo dentro de nós… e esta falta de palavras não a deixa preocupada, pensando se eu a amo, adoro, é minha amiga ou irmã, pois tem certeza de que estes quatro sentimentos fazem parte do que eu sinto por ela.
Estranho falar da mulher perfeita… a cada pessoa que conhecemos subimos um degrau na escada da nossa perfeição; e continuamos, apesar de sabermos que esta escada ultrapassa o infinito, pois essa perfeição macroscópica, simplesmente, não existe… difícil falar de alguém que amamos e deixamos de lado por motivos imperfeitos.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Perdi





Eu lia o que ela escrevia com o caração partindo em não conseguir explicar o que estava acontecendo.
O mais tolo dos homens é aquele que consegue se fazer sofrer por ignorancia.
Meu coração foi um pendulo entre ela e a "despedida". Não sei com que força me livrei dos seus olhos. Ela ficou anuviando sua angustia em lagrimas atraz da tela de vidro.
Não fui capaz sequer de pedir desculpas.
Perdi a intimidade, a liberdade, perdi as letras, a vontade, perdi a verdade.
À perdi de mim!