quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Recomeço - E que venha 2010





Não importa onde você parou…

Em que momento da vida você cansou…

Recomeçar é dar uma nova chance a si mesmo…

É renovar as esperanças na vida e o mais importante…

Acreditar em você de novo.

Sofreu muito nesse período?

Foi aprendizado…

Chorou muito?

Foi limpeza da alma…

Ficou com raiva das pessoas?

Foi para perdoá-las um dia…

Sentiu-se só por diversas vezes?

É porque fechaste a porta até para os anjos…

Acreditou que tudo estava perdido?

Era o início da tua melhora…

Pois é… Agora é hora de reiniciar… De pensar na luz…

De encontrar prazer nas coisas simples de novo.

Um corte de cabelo arrojado… Diferente?

Um novo curso… Ou aquele velho desejo de aprender

Pintar… Desenhar… Dominar

O computador… Ou qualquer outra coisa…

Olha quanto desafio…

Quanta coisa nova nesse mundão de meu Deus te esperando.

Tá se sentindo sozinho?

Besteira…

Tem tanta gente que você afastou com o seu “período de isolamento”…

Tem tanta gente esperando apenas um sorriso teu para “chegar” perto de você.

Quando nos trancamos na tristeza…

Nem nós mesmos nos suportamos…

Ficamos horríveis…

O mau humor vai comendo nosso fígado…

Até a boca fica amarga.

Recomeçar… Hoje é um bom dia para começar novos desafios.

Aonde você quer chegar? Ir alto… Sonhe alto… Queira o melhor do melhor…

Queira coisas boas para a vida…

Pensando assim trazemos prá nós aquilo que desejamos…

Pensaram-se pequeno… Coisa pequena terá…

Já se desejarmos fortemente o melhor e principalmente lutarmos pelo melhor…

O melhor vai se instalar na nossa vida.

E é hoje o dia da faxina mental…

Joga fora tudo que te prende ao passado…

Ao mundinho de coisas tristes…

Fotos… Peças de roupa, papel de bala… Ingressos de cinema…

Bilhetes de viagens…

E toda aquela tranqueira que guardamos quando nos julgamos apaixonados…

Jogue tudo fora…

Mas principalmente… Esvazie seu coração…

Fique pronto para a vida… Para um novo amor…

Lembre-se somos apaixonáveis…

Carlos Dumont de Andrade

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Perdi o espirito natalino de verdade





Não acredito em Papai Noel desde que ele pediu minha mamadeira em troca de alguns embrulhos. Este negócio de "toma lá, dá cá", tão presente nos seres bonzinhos, sempre me pareceu meio estranho...

E foi por causa deste episódio que esta sensação de dissimulação nas pessoas boas demais me persegue vida afora. Se Papai Noel, que em tese é bom por excelência, não consegue me presentear sem receber algo em troca, o que dizer dos seres humanos e mortais, que trazem em si toda uma miscelânea de sentimentos menos nobres?

Confio bem mais em quem dá a cara para bater, e de preferência que bata quando for inevitável. Em quem não tem medo de dizer a que veio, e não precisa de um vocabulário muito complicado para se expressar. Gosto de pessoas diretas, que não querem fazer charme com aquele velho estilo de oferecer a outra face. Isto não existe! É ficção científica... Ninguém é sempre bom, como também nem sempre é mau. Gosto de apostar na dualidade e, assim, dar crédito à originalidade!

Está certo... existiram uma Teresa de Calcutá aqui, um Gandhi ali, mas eram pessoas notáveis porque se sabiam duais e lutavam pelo seu lado bom... não eram notáveis porque nasceram com uma marca de bondade cravada na testa...

O ser humano é bonito porque carrega em si todas as possibilidades de sentimentos, não importa para que "lado" pendam. Ninguém pode ser compreensivo a vida toda sem dissimular seu eu verdadeiro... Aliás provado está que pessoas com tendências depressivas enrustidas são mais predispostas a desenvolver doenças... A raiva e a frustração tem que bater de frente em alguma coisa, para que os demônios inerentes a qualquer um, possam respirar.

Sei que parece estranho este papo de maldade às vésperas do Natal... Mas existe o trauma da mamadeira... nos ensinam desde cedo, que para tudo existe uma troca de figurinhas...

Eu aprendi a não pedir nada nos anos seguintes sem perguntar primeiro: "Afinal o que ele vai querer, se me der o que estou pedindo?" Se tinha troca, nada feito! Também aprendi que quem queria presentear, o fazia independente de acordos... E trouxe desta época uma coisa muito séria que tenho para mim:

Tenho que ser bom filho, bom namorado, bom, bom, bom... um bom menino, para assim ganhar o céu? Não, obrigado... não faço barganhas. Vou ser um bom menino quando isto me der prazer, senão nada feito!

Por isto, nem pensar que eu entregaria minha mamadeira: fiquei com ela por muito tempo ainda!

E desde que venci este joguinho bobo com Papai Noel acho que comecei a crescer.