segunda-feira, 5 de abril de 2010

Vê se me encherga!



Se a vida é uma história, quem é o autor?
-Você? Eu? Ou algum poder superior?
Para parafrasear Shakespeare, -"talvez eu seja um autor incapaz de escrever por mim mesmo, o que todos ansiamos em segredo".
-Uma jornada épica de aventura, segredo e romance.
Sendo confinado ao invés disso, a uma saga solitária de desejos insatisfeitos, promessas quebradas e diversos aparelhos sem fio embaraçosos que adquirimos pela Internet e que escondemos numa gaveta de meias.
Mais foi por isso que inventaram os contos de fadas!
-Claro, eles deixam a vida real péssima quando comparada a eles, mais também nos permitem vivenciar mesmo indiretamente, o amor de que necessitamos desesperadamente!
É melhor estar só com um bom livro do que estar totalmente só não é?
A vida nunca é do jeito que a gente imagina.
Mais uma boa história também não!
Uma boa história tem reviravoltas no enredo e imagens inesperadas, como um herói ferido em profunda depressão ironicamente justo-posto em um fundo de gloria da natureza.
AMOR: 1. Afeição profundamente carinhosa e apaixonada por outra pessoa.
2. Uma emoção tão intensa que leva alguém as margens da insanidade.
3. Resultado zero, Nada.

CARENTE:. Adjetivo: 1. Sem amor.
2. Gíria, Patético, O grande fracassado idiota.

Agora compete ao herói salvar o dia.
-O que as mulheres fazem quando estão deprimidas?
Compras? Ouvem musica?
-Não, elas comem, vão para sua lanchonet preferida e desconhecida onde podem chafurdar em calórica decadência. Mais não antes de terem tentado a derradeira e inevitável busca pelo seu destino.
Agora ele só tem que mostrar pra ela que estamos sintonizados, numa boa, mais sem muita melação nem arrgancia... isso não vai funcionar.
Ele vai ter que surpreende-la de um modo desastrosamente charmoso e desajeitado.
Sub texto: Um chocolate foi o melhor que soube oferecer seu idiota?!
Ah esqueça os pensamentos, preocupe-se com as ações!
É claro, o protagonista tem que fazer alguma coisa (...) alguma coisa ousada, um ato de valentia, perigosa, alguma coisa como... -escrever!
O que será mais difícil que lançar seus pensamentos e sentimentos mais profundos no papel?
O herói pode escrever uma história, ou talvez, hum... um soneto!-Isso!
Depois ele vai até ela... isso vai ser crucial, enquanto a Heroína contempla a futilidade de sua existência talvez sem amor!
-Não vai funcionar!
SALTO DE AMANTES: 1. Um ponto alto como um penhasco ou talvez uma ponte pequena e pitoresca mais onde assim os já mencionados fracassados idiotas, saltam para morte.

-Espera aí! -o que é que estou dizendo???
É, estou desesperado, inconsolável.
A, tenha dó! e é assim que vou acabar com tudo? Esquece isso não vai da certo!
Palavras e mais palavras.
Não faz muito tempo me perguntaram o que um escritor!
Na verdade não é nada a não ser escrever um monte de besteiras.
Mais quem pode saber disso melhor do que a pessoa que é capaz de ler além das palavras?
Dramático demais, mais as pessoas tem que ser satisfatorias, isso é um Romance, exige um grande gesto romântico.
-Você já notou que a maioria das expressões relacionadas a 'amor', 'sem amor', 'senhor do amor', 'doente de amor', tem alguma coisa a ver com dor, sofrimento, um, arrependimento; profundo.
Mais as poucas que não tem, valem o risco daquelas que tem.

E agora eu só quero que Seja uma ouvinte melhor.
Na verdade que me enchergue melhor.


Olha isso foi muiiito inspirador.

domingo, 4 de abril de 2010

A juventude está 'TRAVESTIDA'




Segundo Jolande Jacobi, “existe uma crença muito difundida de que os métodos da psicologia Jungiana só se aplicam às pessoas de meia-idade. Na verdade, muitos homens e mulheres alcançam a “meia-idade” sem a correspondente maturidade psicológica, sendo, portanto necessário ajudá-los a reparar as fases negligenciadas do seu desenvolvimento. São pessoas que não terminaram a primeira parte do processo de individuação, descrito pela Dra. M. –L. Von Franz.

Mas é certo também que um jovem pode enfrentar sérios problemas no curso do seu crescimento.

Se tem medo da vida e encontra dificuldade para ajustar-se à realidade, pode preferir viver dentro das suas fantasias ou conservar-se criança. Neste tipo de jovem (sobretudo se introvertido) vamos descobrir, por vezes, no seu inconsciente insuspeitados tesouros, e trazendo-os à consciência podemos fortalecer-lhe o ego e dar-lhe a energia psíquica necessária para tornar-se uma pessoa amadurecida. É esta a poderosa função do simbolismo de nossos sonhos.”

É de suma importância destacar que este artigo em si, visa de maneira especial, diagnosticar o caso denominado por “pulseirinhas do sexo”, – caso esse, que por sua vez tem tirado o sono dos chefes de famílias, que nesse quesito, são pais e mães dos adolescentes que estão à desfilar uma simbologia lingüística carregada de intencionalidades libidinosas.
Em primeiro plano, devemos considerar o fato de que o homem é um ser que fala e a palavra é uma senha de entrada no mundo humano.
Por sua vez, a linguagem é caracterizada como um sistema simbólico. O homem é o único animal capaz de criar símbolos, isto é, signos arbitrários em relação ao objeto que representa e, por isso mesmo, convencionais, ou seja, dependentes de aceitação social. Portanto, se tomarmos como pressuposto e analise a síntese argumentativa de Maria Lúcia Aranha, perceberemos que tudo em seu esforço de criação, deriva das intencionalidades e arbitrariedades dos indivíduos em sociedade. Já dizia também, o grande psicanalista Freud; “o sonho representa a realização de um desejo.”
“Entretanto, na medida em que esse laço entre representação e objeto representado é arbitrário, ele é, necessariamente, uma construção da razão, isto é, uma invenção do sujeito para poder se aproximar da realidade. A linguagem portanto, é produto da razão e só pode existir onde há racionalidade.
A linguagem é, assim, um dos principais instrumentos na formação do mundo cultural, pois é ela que nos permite transcender a nossa experiência. No momento em que damos nome a qualquer objeto da natureza, nós o individuamos, o diferenciamos do resto que o cerca: ele passa a existir para a nossa consciência. Com esse simples ato de nomear, distanciamo-nos da inteligência concreta animal, limitada ao aqui e o agora , e entramos no mundo do simbólico. O nome é símbolo dos objetos que existem no mundo natural e das entidades abstratas que só têm existência no nosso pensamento (por exemplo,ações, estados ou qualidades como tristeza, beleza, liberdade).
O nome tem que estar longe de nós.
Portanto, a interatividade humana é conseguida através de uma dinâmica lingüística que se apresenta através de símbolos, signos, significados, significâncias, ícones, etc.
No caso referente às “pulseiras do sexo”, as menções lingüísticas se apresentam através de “matizes envolventes”.Rosa por exemplo, quando arrebentada por um menino, obriga a moça à mostrar-lhe os seios. A pulseira de cor roxa quando é arrebentada, obriga a um beijo de língua “fervoroso” !! A pulseira de cor vermelha, quando arrebentada, induz à uma “dança erótica até o chão”. A pulseira de cor verde ao ser arrebentada, dá o “direito” à um chupão no pescoço. Já no caso de se arrebentar a pulseira de cor branca, é a moça que escolhe o o que deve “rolar”. A pulseira de cor amarela ao ser arrebentada força à um abraço... de “urso” ! ! ! Por último, mas não menos perigosa em termos de representação, temos a pulseira de cor preta, que ao ser arrebentada,pode levar não só ao rompimento do silicone como bracelete, mas também, ao rompimento forçado do esfíncter alheio – (ou da pessoa que possuía a pulseira).

De acordo com Freud “ o instinto sexual é, indubitavelmente, a fonte mais poderosa de persistentes aumentos de excitação ( e , conseqüentemente, de neurose)”. Percebemos portanto, que a conduta e ações de vários indivíduos em sociedade, são representatividades, e lógico, frutos do inconsciente, a ponto de se poder concluir que o ser humano vive em maior escala o inconsciente, ao passo que a consciência é apenas um fenômeno temporário. Sigmund Freud ressalta ainda ; “É quase impossível conciliar as exigências do instinto sexual com as da civilização.”
Em termos de ação, podemos concluir que; o caso das pulseiras é mais uma representação simbólica do inconsciente, e um contra-ponto relativo a repressão sexual imposta pela moral vigente. Porem, quando a representatividade simbólica é aplicada , percebe-se de maneira alvissareira o grau e o sentimentalismo masoquista acordado do inconsciente do animal racional. O homem, que ao longo dos séculos luta por uma emancipação, buscando chegar a categoria de aparelho racional, e conseqüentemente sair da categoria de animal, vê-se como um vago bicho a caminhar pela face da terra sem saber porque e nem para que. De acordo Freud “ somos feitos de carne, mas temos de viver como se fôssemos de ferro.”
Do ponto de vista ético a ser seguido, quem diz ser religioso e mantenedor da honra e a decência, principalmente cristã, deve fazer um exame de consciência para não se arrepender mais tarde, pois de forma contraria, ao enveredar-se rumo a libertinagem, poderá receber como conseqüência, a morte física e moral.
Em suma, vale revisitar o pensamento Hobbesiano que afirmava;” palavra falada é contrato estabelecido”( HOBBES – O LEVIATÃ).

Portanto, se você adquirir as “pulseiras do sexo”, é porque você aderiu ao simbolismo da “coisa”. Sendo assim, ajoelhou tem que rezar !!!

Eis aí o dito popular. portanto, cuidado!!!
Ao ser arrebentadas as pulseiras do sexo, pode ser arrebentadas mais que isso !
Pode ser arrebentadas as pulseira da honra e da moral, que mantém os indivíduos vivos e unidos em sociedade na eterna busca do desenvolvimento psíquico universal.

De acordo com Freud, “podemos perceber que, na vida psíquica, o ego representa a razão e a prudência enquanto o íd representa as paixões desenfreadas. A sede de conhecimento parece ser inseparável da curiosidade sexual. Os desejos instintivos nascem novamente com cada criança. Entre esses desejos encontram-se os do canibalismo, do incesto e da ânsia de matar.”As criações humanas são de fácil destruição. A ciência e a técnica que as construíram podem ser aplicadas também no seu aniquilamento.”

No geral, é importante ressaltar que o ser humano pratica ações papagaiosas, porque vê os outros praticarem. Entretanto, a valsa Ribombeia, e é a do além que
todos precisam. Para esses papagaios, ou esses Judas de si mesmos, fica a questão; Quem és tu que a ilusão é tanta, que és incapaz de definir o teu eu?!
Portanto, fiquem em alerta ! ! acorda! ... acorda! ... acoooordaaaa ! ! ! ...no seu pescoço!!!!!!